21/07/2015

Unir cinema independente e internet. Essa combinação foi pensada por novos cineastas baianos, que criaram uma plataforma online que possibilita à oferta de uma diversidade de filmes independentes. A empresa Sétima, selecionada pelo Sebrae Nacional e a organização da Campus Party, entre 200 startups mais promissoras para 2015, desenvolveu uma moeda virtual que financia realizadores de obras cinematográficas.
A equipe da Sétima, composta por um cineasta, uma jornalista e um programador, proporciona aos telespectadores e realizadores, com esta inovação tecnológica, a possibilidade de armazenar, gerenciar e exibir produções audiovisuais nacionais. O Luméns, como foi batizado, é dedicado aos realizadores para contribuição dos seus filmes. O espectador é o principal portador dessa iniciativa.
Para consolidar esse cenário, o cineasta e diretor da Sétima, Diogo Nunes, destaca a praticidade da ferramenta que oferece ao “telespectador a possibilidade de ter acesso, através de qualquer aparelho conectado à internet, a conteúdo nacional e filmes que passam nos festivais e Cineblubes, mas que ficam pouco tempo nas salas de cinema e que dificilmente um brasileiro vai assistir”.
A sétima foi criada em 2014 por três jovens baianos que viram na mesma afinidade pelo cinema independente uma porta de acesso para investir e exibir produções baianas. A empresa, inspirada em cineastas como Glauber Rocha, José Araripe e Pola Ribeiro, que exibiam seus filmes em festivais ou em cineclubes, está em fase de teste, mas oferece uma página para inscrição de e-mails dos interessados, além de um blog para saber mais sobre a cena audiovisual brasileiro e da indústria criativa no país.