Com muita animação, o som dos atabaques antecedeu o barulhinho dos teclados do computador. Segundo a diretora da Escola de Dança, Beth Rangel, o Centro será utilizado pelos 1.480 alunos da instituição que frequentam as aulas de dança nos três turnos, e também pelos moradores do entorno, pelas ONGs e grupos livres instalados no Centro Histórico. A Escola de Dança oferece os cursos profissional e preparatório em dança, iniciação para crianças e cursos livres.
Durante a inauguração, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos, mostrou-se emocionado com a apresentação dos alunos e disse que o CDC vai representar um avanço na consolidação do trabalho, de primeira linha, da Escola de dança. “Este evento mostra que a cultura é o trabalho mais nobre que se pode fazer”, observou Ramos.
Já o secretário estadual de Cultura, Marcio Meirelles, afirmou que o CDC é também um centro cultural porque a tecnologia fornece e ajuda a produzir conteúdos. “Queremos implantar outros CDCs em Centros Culturais e fazer dos CDCs também Centros Culturais”, acentuou Meirelles, que estava acompanhado da diretora da Funceb, Gisele Naussbaumer.
No mesmo horário do evento na Escola de Dança estava sendo também inaugurado o CDC da Aldeia Pataxó, a 5 km da sede de Pau Brasil, município do sul do Estado. Os índios também prestigiaram a inauguração com dança, desta vez tribal. Segundo a coordenadora-executiva do Programa Cidadania Digital, Rúbia Carvalho, com as inaugurações na capital e em Pau Brasil já são 911 o número de CDCs instalados, beneficiando todos os 417 municípios baianos. A meta é atingir o milésimo centro até o final do ano.
Programa desenvolve ações de capacitação para trabalho e cidadania
Além de fomentar o uso dos CDCs existentes pela população, a SECTI está ampliando a rede de centros, contemplando bairros periféricos, assentamentos rurais, comunidades de quilombolas, afro-descendentes e indígenas. Cada CDC é dotado de dez computadores, uma impressora e internet banda larga.
O principal público beneficiado pelo Programa de Inclusão Sociodigital é de baixa renda. Dados do Sistema de Cadastro do Cidadão apontam que quase 90% dos usuários do Programa têm renda familiar de até dois salários mínimos, o que confirma seu impacto social. O sistema de cadastro também revela que os jovens são o público prioritário do Cidadania Digital: 67% dos usuários têm até 21 anos de idade e 93% do público frequenta escola pública.
A conquista de importantes prêmios revela o reconhecimento que o programa vem obtendo. O Cidadania Digital foi contemplado com o prêmio A Rede como melhor programa estadual de inclusão digital do Brasil. Dividida em oito categorias, a premiação foi realizada em São Paulo e disputada por mais de 200 projetos de todo o país. O prêmio foi promovido pela revista A Rede, especializada no tema.
Em 2007, o programa já havia conquistado o Top Social, mais importante prêmio de responsabilidade social do Norte e Nordeste, promovido pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade, capítulo Bahia, ABAP-BA, Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas da Bahia, ADVB/BA, e Associação Comercial da Bahia – ACB. O programa ficou, ainda, no terceiro lugar da etapa nordestina do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, na categoria Processo com o projeto de manutenção da rede.