28/05/2015
Tirar do eixo Rio-São Paulo o privilégio de ser a região de maior desenvolvimento do País depende, e muito, das ações de cada Estado.
Quando se fala no mercado de TI, a Bahia começa a se tornar um exemplo de como a elaboração de políticas públicas de incentivo podem atrair investimentos e empresas.
De acordo com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) da Bahia, o setor de TI no Estado vem crescendo, em média, 20% ao ano e representa hoje 40% de todo o faturamento de tecnologia da informação da região Nordeste.
O crescimento é resultado da combinação de investimentos feitos pelo governo estadual que, na ponta do mercado, têm atraído empresas, se não com operações locais, para a busca de parcerias com empresas baianas.
Um bom exemplo foi o lançamento, no início do ano, do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec) que, juntamente com três editais também anunciados em janeiro, prometeu 100 milhões de reais em incentivos a órgãos de pesquisa relacionados à Bahia. Somente o Inovatec tem reservados, até 2010, 60 milhões de reais para ampliação de infra-estrutura de base tecnológica.
Outro programa estadual, o Juro Zero, tem 20 milhões de reais destinados exclusivamente ao financiamento de atividades de inovação em micro e pequenas empresas. Do lado da formação profissional, a Fapesb e a Secti também assinaram um protocolo de intenções com o Banco do Nordeste.
Com isso, as instituições lançarão editais de interesse comum, oferecerão bolsas de mestrado e doutorado para pesquisadores baianos e criarão linhas de crédito para investimentos em incubadoras e empresas de bases tecnológicas da Bahia.
Parcerias
Tamanha movimentação por parte do governo estadual tem atraído o interesse de empresas e empreendedores, que vêem no Estado oportunidades potenciais de parcerias e negócios.
Em junho, a Red Hat assinou com o governo estadual um protocolo de intenções, por meio da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), para a cooperação e intercâmbio voltado à implantação de programas, projetos e atividades baseados na plataforma open source, assim como a capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos.
Na época, Alejandro Chocolat, country manager da Red Hat no Brasil, disse já existirem algumas iniciativas conjuntas em andamento. “Todas elas no âmbito da Prodeb”, disse, citando como exemplo uma série de workshops para capacitação dos profissionais da entidade, especialmente em desenvolvimento.
Um mês depois, a CPM Braxis e a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) anunciaram o desenvolvimento, em parceria, do Sistema de Solicitação de Financiamento Web (SSF), criado em ASP.NET. Primeiro sistema web desenvolvido por uma agência de fomento no País, o aplicativo encaminha propostas de financiamento via internet, por meio do preenchimento de campos eletrônicos de informações cadastrais da agência.
Em seu primeiro mês, o SSF recebeu mais de 150 propostas, atendendo todas as linhas de crédito e programas operados pela agência, com exceção das propostas que em geral são encaminhadas por entidades de classe ou de parceiros.
Empreendimentos
Com o interesse do mercado, nada mais natural que a Bahia contasse com sua própria empresa de treinamento e prestação de serviços. Este é o objetivo do Altis (Centro de Alta Tecnologia e Inovação em Software), criado com o objetivo de tornar-se um centro de serviços offshore de desenvolvimento de software.
Comandado por Vanda Scartezini, ex-secretária federal de políticas de informática do governo Fernando Henrique Cardoso, o centro tem centralizado parcerias de treinamento e serviços com empresas sediadas na região Sudeste.
Um exemplo é a IBM, que há alguns anos utiliza o centro para o desenvolvimento de softwares dedicados à plataforma mainframe. A parceria prevê não apenas o desenvolvimento, mas também a formação de mão-de-obra. “Desde 2006 formamos quase 300 pessoas na Bahia em parceria com a IBM”, afirma Vanda, lembrando que isso permitiu que o Altis fechasse contratos de offshore com clientes do Brasil e da Europa.
Mesmo caminho seguiu a Oracle, que no início de setembro anunciou uma parceria com o Altis para a formação profissional e oferta de serviços de outsourcing de gerenciamento de projetos, desenvolvimento, suporte e manutenção a distância para o mercado brasileiro, Estados Unidos, Portugal e Angola.
Segundo Sandra Vaz, vice-presidente de alianças e canais da Oracle para a América Latina, a demanda gerada somente no primeiro ano da parceria deverá exigir a formação de cerca de 250 profissionais especialistas em tecnologias Oracle.
Para formar este contingente, os parceiros investirão cerca de 200 mil dólares em treinamento. “Isso inclui também a formação de profissionais que atenderão o mercado formado por pequenas e médias empresas”, lembra Vanda.
Na prática, o objetivo da parceria é gerar mão-de-obra especializada na linha Oracle Applications (E-Business Suite, PeopleSoft e JD Edwards) e tecnologia (banco de dados e Oracle Fusion Middleware).
O primeiro cliente dessa aliança é a Schahin Engenharia, que começou, no primeiro semestre do ano passado, contratando serviços de fábrica para seu aplicativo Oracle/JD Edwards EnterpriseOne e, desde então, vem expandindo o leque de serviços para outras tecnologias.
Quando se fala no mercado de TI, a Bahia começa a se tornar um exemplo de como a elaboração de políticas públicas de incentivo podem atrair investimentos e empresas.
De acordo com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) da Bahia, o setor de TI no Estado vem crescendo, em média, 20% ao ano e representa hoje 40% de todo o faturamento de tecnologia da informação da região Nordeste.
O crescimento é resultado da combinação de investimentos feitos pelo governo estadual que, na ponta do mercado, têm atraído empresas, se não com operações locais, para a busca de parcerias com empresas baianas.
Um bom exemplo foi o lançamento, no início do ano, do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec) que, juntamente com três editais também anunciados em janeiro, prometeu 100 milhões de reais em incentivos a órgãos de pesquisa relacionados à Bahia. Somente o Inovatec tem reservados, até 2010, 60 milhões de reais para ampliação de infra-estrutura de base tecnológica.
Outro programa estadual, o Juro Zero, tem 20 milhões de reais destinados exclusivamente ao financiamento de atividades de inovação em micro e pequenas empresas. Do lado da formação profissional, a Fapesb e a Secti também assinaram um protocolo de intenções com o Banco do Nordeste.
Com isso, as instituições lançarão editais de interesse comum, oferecerão bolsas de mestrado e doutorado para pesquisadores baianos e criarão linhas de crédito para investimentos em incubadoras e empresas de bases tecnológicas da Bahia.
Parcerias
Tamanha movimentação por parte do governo estadual tem atraído o interesse de empresas e empreendedores, que vêem no Estado oportunidades potenciais de parcerias e negócios.
Em junho, a Red Hat assinou com o governo estadual um protocolo de intenções, por meio da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), para a cooperação e intercâmbio voltado à implantação de programas, projetos e atividades baseados na plataforma open source, assim como a capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos.
Na época, Alejandro Chocolat, country manager da Red Hat no Brasil, disse já existirem algumas iniciativas conjuntas em andamento. “Todas elas no âmbito da Prodeb”, disse, citando como exemplo uma série de workshops para capacitação dos profissionais da entidade, especialmente em desenvolvimento.
Um mês depois, a CPM Braxis e a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) anunciaram o desenvolvimento, em parceria, do Sistema de Solicitação de Financiamento Web (SSF), criado em ASP.NET. Primeiro sistema web desenvolvido por uma agência de fomento no País, o aplicativo encaminha propostas de financiamento via internet, por meio do preenchimento de campos eletrônicos de informações cadastrais da agência.
Em seu primeiro mês, o SSF recebeu mais de 150 propostas, atendendo todas as linhas de crédito e programas operados pela agência, com exceção das propostas que em geral são encaminhadas por entidades de classe ou de parceiros.
Empreendimentos
Com o interesse do mercado, nada mais natural que a Bahia contasse com sua própria empresa de treinamento e prestação de serviços. Este é o objetivo do Altis (Centro de Alta Tecnologia e Inovação em Software), criado com o objetivo de tornar-se um centro de serviços offshore de desenvolvimento de software.
Comandado por Vanda Scartezini, ex-secretária federal de políticas de informática do governo Fernando Henrique Cardoso, o centro tem centralizado parcerias de treinamento e serviços com empresas sediadas na região Sudeste.
Um exemplo é a IBM, que há alguns anos utiliza o centro para o desenvolvimento de softwares dedicados à plataforma mainframe. A parceria prevê não apenas o desenvolvimento, mas também a formação de mão-de-obra. “Desde 2006 formamos quase 300 pessoas na Bahia em parceria com a IBM”, afirma Vanda, lembrando que isso permitiu que o Altis fechasse contratos de offshore com clientes do Brasil e da Europa.
Mesmo caminho seguiu a Oracle, que no início de setembro anunciou uma parceria com o Altis para a formação profissional e oferta de serviços de outsourcing de gerenciamento de projetos, desenvolvimento, suporte e manutenção a distância para o mercado brasileiro, Estados Unidos, Portugal e Angola.
Segundo Sandra Vaz, vice-presidente de alianças e canais da Oracle para a América Latina, a demanda gerada somente no primeiro ano da parceria deverá exigir a formação de cerca de 250 profissionais especialistas em tecnologias Oracle.
Para formar este contingente, os parceiros investirão cerca de 200 mil dólares em treinamento. “Isso inclui também a formação de profissionais que atenderão o mercado formado por pequenas e médias empresas”, lembra Vanda.
Na prática, o objetivo da parceria é gerar mão-de-obra especializada na linha Oracle Applications (E-Business Suite, PeopleSoft e JD Edwards) e tecnologia (banco de dados e Oracle Fusion Middleware).
O primeiro cliente dessa aliança é a Schahin Engenharia, que começou, no primeiro semestre do ano passado, contratando serviços de fábrica para seu aplicativo Oracle/JD Edwards EnterpriseOne e, desde então, vem expandindo o leque de serviços para outras tecnologias.