O primeiro manual devotado a estabelecer orientações para os levantamentos estatísticos, na área de pesquisa e desenvolvimento, o Manual de Frascati, encontra-se em sua 7ª edição. Participando da atual publicação na condição de representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o chefe de Gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Roberto de Pinho, teve sua contribuição reconhecida na publicação. Para baixar o manual está, disponível em inglês, basta clicar aqui.
“Fui o primeiro delegado do Brasil a participar do grupo de especialidades nacionais em indicadores de C&T. Estou desde 2010 até o final do ano passado”, disse Pinho. Ele ainda destacou as contribuições dadas à monção do Canadá. “Um dos avanços dessa edição é a utilização de ‘humanidade’ na definição de P&D, que antes falava em ‘conhecimento do homem’. Essa edição, que contou com apoio do Brasil, é mais inclusiva, voltada a todo o mundo”, complementou.
Segundo Roberto de Pinho, uma revisão do livro é feita periodicamente, porque as fontes de dados mudam e as maneiras de coletar dados também mudam. “A ciência e tecnologia são dinâmicas por natureza e você precisa adequar todo o processo de mensuração e de construção das estatísticas na área. Há uma realidade que muda também”, finalizou.
O Manual de Frascati é usado também como base para a criação de leis de incentivo ao desenvolvimento econômico e inovação tecnológica, ainda que não seja o seu objetivo, tendo suas definições aceitas em todo o mundo. O exemplar também deu origem a um conjunto de manuais que é referido como “manuais da família Frascati”. Alguns dos manuais mais citados é o Manual de Oslo, que é dedicado à mensuração da inovação e o Manual de Canberra, que é voltado à mensuração do estoque pessoal devotado à ciência e tecnologia.