Mulheres dialogam sobre perspectivas da atuação feminina nas políticas de ciência e tecnologia

17/03/2022
Bate papo promovido pela Secti contou com a participação da deputada estadual Fabíola Mansur e da diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves 

Dialogar sobre a atuação da mulher nas políticas de ciência, tecnologia e inovação. Esse foi o principal objetivo do bate papo online, que aconteceu nesta quinta-feira (17), com transmissão pelo YouTube, com as participações da secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mara Souza, da deputada estadual Fabíola Mansur e da diretora da Fiocruz Bahia, Marilda Gonçalves. A edição especial da série Diálogos Virtuais faz referência ao mês da mulher e evidencia diversas ações que a Secti tem proposto para dar mais visibilidade e oportunizar o acesso de mulheres e meninas na área de CT&I. 

Mediadora da conversa, a secretária da Secti, Mara Souza, aproveitou para destacar as ações que a pasta tem promovido em parceria com outras secretarias para estimular a inserção de mulheres e meninas no setor. “A Secti vem buscando aproximar mulheres e meninas do setor da ciência, tecnologia e inovação cada vez mais. Lançamos o Edital Inventiva, voltado especificamente para mulheres, e recentemente o Centelha 2, que em sua primeira edição teve uma grande porcentagem de projetos comandados por mulheres. Queremos poder incentivar todas as baianas que têm alguma ideia, mas ainda não teve aquela ajuda necessária. Como secretária, quero sempre mostrar que as mulheres podem chegar a espaços inimagináveis”. 

Para a deputada estadual Fabíola Mansur, que é presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), é importante discutir o tema para o desenvolvimento do estado. “É preciso que a gente entenda que a ciência não é neutra. Ela é má e injusta. Além de muito machista, apesar da luta diária. Quando facilita que startups criem ambientes inovadores, a gente está fomentando que a Bahia é muito talentosa e que as mulheres baianas ainda mais. E para a gente vencer essa desigualdade de gênero no meio da ciência, tecnologia e inovação, que quer nos limitar a espaços domésticos, é sobre isso que precisamos discutir cada vez mais e mais”. 

Marilda Gonçalves, professora titular da Faculdade de Farmácia da Ufba e diretora do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), lembrou que ainda há preconceito na área da ciência para com as mulheres. "Apesar de sermos muitas aqui na América, somos cerca de 45%, as pesquisadoras que produzem nesta área ainda são muito poucas. Percebemos que, pela história ter sido escrita ao longo dos anos por homens, as mulheres sempre têm a produção menor do que os homens e algumas ainda em carreira solo. O incentivo de política ainda é muito importante para que nós possamos crescer neste ecossistema. Até porque não adianta você estar em um lugar que você não possa fazer a diferença”, afirmou. A íntegra da edição especial da série Diálogos Virtuais com o tema “O Papel da Mulher nas Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação” está disponível no Canal do YouTube Secti Bahia. Para conhecer melhor as ações da pasta que beneficiam meninas e mulheres, basta acessar os sites da Secti e da Fapesb e procurar por programas como o Empoderadas e o Inventiva.