Estudantes desenvolvem barco de lego que auxilia na limpeza das praias

11/05/2026
Gabriel Pinheiro - Secti BA
Gabriel Pinheiro - Secti BA

Protótipo construído por jovens cientistas de Salvador tem como objetivo a preservação do ambiente marinho

Oitavo país do mundo entre os mais poluidores dos oceanos, o Brasil lança, anualmente, 1,3 milhão de toneladas de plástico nos mares. Os dados publicados no final de 2024 pela ONG Oceana revelam a necessidade de pensar práticas que contribuam para a preservação do ambiente marinho.

Além da conscientização, algumas ações podem contribuir para a redução da poluição, como o uso de equipamentos limpadores. Pensando nisso, os estudantes Guilherme Oliveira, Laís Barreto, Vitória Barreto e Yasmym Andrade desenvolveram um barco utilizando peças de lego, para auxiliar na limpeza das praias.

Com orientação do professor Alex Fonseca e coorientação da professora Sâmara Azevedo, os jovens cientistas do Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella, localizado no bairro do Cabula, em Salvador, transformaram a ideia em produto nas aulas de robótica.

O professor Alex explica o porquê da escolha pelo lego para montar o barco. “Nossa escola já possui um laboratório completo de robótica, no qual são utilizados materiais da linha Lego Technic para auxílio no desenvolvimento de atividades pedagógicas. Desse modo, optamos por utilizá-los como parte significativa do nosso projeto, com base no que aprendemos nas aulas de robótica”, afirma.

Os estudantes, que pensam em patentear a ideia, contam quais os diferenciais do barco. “Além de ter sido desenvolvido por adolescentes do 2⁰ ano do ensino médio, nosso projeto é sustentável, pois não funciona como uma máquina com motor que precise se abastecer de combustíveis fósseis, e sim uma máquina que será programada, evitando motores que liberem fumaça e prejudique a camada de ozônio”, dizem Yasmym e Vitória.

Para a professora Sâmara, a inserção de jovens no fazer científico é positiva. “Integrar os jovens à educação científica não apenas amplia suas visões de mundo acerca de acontecimentos, fenômenos e questões sociais relevantes, como também contribui para o aprofundamento do conhecimento, permitindo-lhes uma compreensão mais crítica e consistente dos conteúdos estudados em sala”.

As aulas de robótica que permitiram o desenvolvimento do barco são ministradas no primeiro dos 180 laboratórios do Programa Mais Ciência na Escola, uma parceria dos Governos Federal e Estadual, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Educação (SEC), da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e dos Institutos Federal da Bahia (Ifba) e Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia).

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ascom@secti.ba.gov.br.

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