A SEI participou, na tarde de ontem (04), das oficinas da Conferência de Desenvolvimento – Code Bahia 2011, promovida pelo Ipea em parceria com o Governo do Estado.
A SEI participou, na tarde de ontem (04), das oficinas da Conferência de Desenvolvimento – Code Bahia 2011, promovida pelo Ipea em parceria com o Governo do Estado. O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, e o técnico Luis André Alves participaram, respectivamente, das oficinas Panorama Estrutural do Mercado de Trabalho na Bahia e no Nordeste e Pobreza Extrema na Bahia.
O diretor apresentou dados do emprego da PNAD e da RAIS, fazendo uma análise sobre a evolução do emprego no estado desde 1999, ao lado de Ana Margarete Simões, técnica do Dieese, que apresentou dos dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).
“Apesar da antiga discussão sobre a reestruturação produtiva e o fim da chamada sociedade de bem estar social, e portanto, do pleno emprego, é possível afirmar que o Brasil está alcançando o pleno emprego, com taxas em torno de 6 a 7%, segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego)”, afirmou o diretor.

Reis apresentou a evolução de alguns setores produtivos. “A indústria de transformação baiana tem uma variação para baixo na ocupação, lembrando que ela é altamente concentrada em alguns ramos, tem um peso significativo para a arrecadação, mas funciona mais ou menos como um enclave econômico, concentrando sua produção na RMS e sem conexão com o conjunto das cadeias produtivas. Essa indústria tende a produzir cada vez com mais tecnologia e menor capacidade de emprego”, disse.
Ana Margarete Simões frisou a importância do salário mínimo para a inclusão de mais pessoas no mercado consumidor. Ela demonstrou a curva de achatamento do salário mínimo durante as décadas de 80 e 90 e seu crescimento nos anos 2000. Simões mostrou também que a taxa de desemprego vem apresentando uma consistente diminuição na RMS, tendo já alcançado a casa dos 30% da população economicamente ativa, e estando hoje em torno de 15%.

Na oficina sobre Pobreza Extrema na Bahia, Luis André Alves fez um exame da pobreza rural no estado. Segundo ele, a última estimativa da PNAD 2009 aponta que cerca de 32% da população ocupada no estado está no setor agrícola. “A agropecuária ocupa muita gente, mas é responsável por pouca produção de riqueza. Então, já temos a metade da solução da pobreza rural, que é a geração ampla de emprego nesse setor. Agora, falta resolver o problema da pouca geração de riquezas, apesar das ilhas de produtividade em algumas áreas do estado”.
Também participou desta oficina, Rafael Osório, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, que falou sobre a dinâmica da pobreza e da desigualdade no estado entre os anos 2000 e 2010. Segundo Osório, a pobreza tem diminuído no estado, só que com mais intensidade em relação ao Nordeste do que em relação ao país, sendo que o rendimento médio do estado é menor do que o do país. Já Marco Aurélio, representando o Funcep (Casa Civil), apresentou a estrutura e as estratégias do Fundo para combater a pobreza.