Longa estiagem abala confiança do empresariado baiano na agropecuária

Publicado: 27/04/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:51

O longo período sem chuvas que atinge 214 municípios baianos abalou a confiança do empresariado da agropecuária no estado em março.



O longo período sem chuvas que atinge 214 municípios baianos abalou a confiança do empresariado da agropecuária no estado em março. Esse setor da atividade econômica teve uma queda mensal de -73,5 p.p e saiu do nível de Otimismo em fevereiro para o nível de Otimismo Moderado em março, registrando 215,9 pontos, conforme informações do Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia as Secretaria do Planejamento (Seplan).

Ao considerar todos os setores, o ICEB permaneceu praticamente estável no mês de março, registrando a marca de 141,7 pontos, e mantendo-se na zona de Otimismo Moderado.O setor de Serviços e comércio também teve queda (-20,5 p.p), contudo, manteve-se na mesma zona. Já a Indústria teve alta de 76,3 pontos, ao demonstrar tendência de recuperação para os próximos meses, mesmo permanecendo na mesma zona por 11 meses: Pessimismo moderado.

O diretor de Pesquisas da SEI, Armando Castro, credita o comportamento da indústria às medidas do governo federal de prorrogação da redução do IPI e pela redução na taxa Selic: “É perceptível a tendência de recuperação da confiança por parte dos empresários do setor industrial. Em relação o mês de fevereiro, para o conjunto de variáveis econômicas, o setor elevou em 31,1 p.p. o indicador de confiança, e para as variáveis que avaliam o desempenho das empresas, a elevação foi de 123,2 p.p..”, afirma Armando.

O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano é coletado tomando como base às expectativas para os próximos 12 meses, e divide-se em duas partes: a primeira é referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros), e a segunda, ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva e abertura de unidades).

Os empresários baianos demonstraram expectativas otimistas para as variáveis econômicas do PIB nacional (54,2% apostam num crescimento entre 3 e4,9 pontos percentuais) e estadual (37,5% entre 3 e 4,9; e 45,8% entre 1 e 2,9 pontos percentuais). Quanto às expectativas de inflação, 62,5% dos entrevistados acreditam que os preços tendem para a estabilidade.


Na sessão relacionada ao desempenho das empresas, no que diz respeito ao emprego, 33,3% responderam que pensam em contratar trabalhadores, 50% disseram que vão manter a quantidade atual. Analisando as expectativas das vendas, 37,5% dos respondentes acreditam em aumento razoável e 50% acham que não haverá alteração. Em relação ao crédito, 45,8% opinam que será atrativo, e 33,3% acham que será pouco atrativo. Para as exportações, 23,5% dos entrevistados acreditam no aumento, 64,7%, na estabilidade.