Bahia gerou 76 mil empregos em 2011

Publicado: 24/01/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52


Nota técnica - CAGED Arquivo PDF

SEI aguarda consolidação do resultado de 2011 para realizar comparação com 2010



Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/MTE), a Bahia registrou um saldo de 76.041 empregos com carteira assinada em 2011. O resultado do ano coloca o estado como o segundo na geração de empregos no Nordeste e na oitava posição no ranking nacional. Em dezembro, devido a fatores de sazonalidade, o estado contabilizou um saldo negativo de 15.069 empregos, ainda sem considerar as declarações fora do prazo. As informações do Caged são divulgadas, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da secretaria do Planejamento.

“Essa diminuição da oferta de empregos reflete a desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira, ocorrida a partir do segundo semestre do ano, com impactos na economia estadual. Sobretudo os setores mais impactados pela crise internacional reduziram suas contratações, como a indústria, que sofreu paralisações, acúmulo de estoque e diminuição das encomendas internacionais, repercutindo, inclusive, na balança comercial da Bahia. A retração no mês de dezembro foi aprofundada pelo fator sazonal. A série histórica do Caged é caracterizada por saldos negativos no final do ano, sendo que em 2011 a queda neste período foi menos acentuada do que em 2010, quando atingiu -17 mil postos, e ficou no mesmo patamar da retração registrada em dezembro de 2008”, explica Geraldo Reis, diretor-geral da SEI.

No Brasil, mesmo com o acirramento da crise internacional, foram gerados 1.944.560 postos de trabalho formais em 2011, segundo melhor resultado da série histórica do Caged, apesar do saldo negativo de emprego em dezembro da ordem de 408.172 postos de trabalho. A Região Nordeste registrou, em dezembro de 2011, um saldo negativo de 41.178 empregos, acumulando um a saldo positivo de 329.565 postos de trabalho no ano.

O setor que mais gerou novos postos no ano passado foi o de serviços, com 36.447 vagas, sendo que o subsetor mais importante foi o de Comércio e administração de imóveis e valores mobiliários, com 12.324 postos de trabalho gerados em 2011. O Comércio gerou 16.610 novos postos de trabalho, sendo que o subsetor de Comércio varejista foi o mais dinâmico, correspondendo a 86% do saldo do setor. A Construção Civil, com 8.587, e a Indústria de Transformação, com 5.685 postos, também tiveram saldos expressivos nos doze meses de 2011. A Agropecuária apurou 5.069 vagas. Os setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública, Extrativa Mineral e Administração Pública registraram um saldo de 1.565, 1.226 e 852 postos de trabalho, gerados entre janeiro e dezembro de 2011, respectivamente.

Já em dezembro de 2011, dos oito setores econômicos considerados na análise, somente o setor Extrativo Mineral registrou saldo positivo (115 empregos). A Administração Pública e os Serviços industriais de utilidade pública registraram saldos pouco representativos, de -34 e -33, respectivamente. No Comércio o resultado foi de -296 empregos. O setor de Serviços registrou -1.342 empregos. O destaque positivo neste setor foi o subsetor Serviço de Alojamento, alimentação reparação, manutenção, com 2.004 empregos gerados no mês. Os setores que contabilizaram os resultados mais acentuados foram: Agropecuária (-3.744), Indústria da Transformação (-4.667) e Construção Civil (-5.068). Ressalta-se que no setor da Indústria de Transformação o subsetor de Indústria de Calçados foi o que mais eliminou postos de trabalho (-2.577 vagas).

Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari foram os municípios que mais geraram empregos em 2011

De janeiro a dezembro de 2011, a Região Metropolitana de Salvador (RMS) contabilizou 38.799 novos empregos gerados (51,0% das vagas abertas no estado), enquanto o interior criou 37.242 empregos com carteira assinada, o equivalente a 49,0% das vagas celetistas. Nesse período, Salvador registrou o maior saldo (25.454 postos), seguido de Lauro de Freitas (8.405) e Camaçari (4.796 empregos).

Nesse horizonte temporal, em Salvador e em Lauro de Freitas, o setor de Serviços foi o que apurou o maior saldo de empregos (16.073 e 6.667 postos, respectivamente). Em Camaçari, o setor da Construção Civil foi o que mais gerou empregos formais (3.067 postos de trabalho).

Analisando-se os desempenhos negativos nos doze meses de 2011, Itapetinga (-2.749 vagas), Dias D’Ávila (-476 vagas) e Itamaraju (-258 vagas) obtiveram os menores saldos de empregos formais. Em Itapetinga, a retração foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo na Indústria de Transformação (-2.717), em função das demissões na indústria calçadista. Já Dias D’Ávila e Itamaraju apresentaram saldo negativo puxado pela redução de empregos na Construção Civil (-506 e -424 postos, respectivamente).

No mês de dezembro, os saldos foram negativos tanto para o interior quanto para a RMS. Contudo, a maior parte das vagas celetistas fechadas em dezembro de 2011 foi nos municípios situados no Interior (-10.169 empregos), correspondendo a 67,5% do total de postos celetistas fechados na Bahia. Enquanto isso, na RMS foram fechadas 4.900 vagas (32,5%).

Porto Seguro, Mata de São João e Lauro de Freitas destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia em dezembro. Porto Seguro gerou 365 empregos, Mata de São João registrou 307 vagas e Lauro de Freitas apurou 302 novas contratações formais. Nesses três municípios, o setor de Serviços foi o mais dinâmico, respondendo por 460, 332, 828 postos de trabalho, respectivamente.

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de emprego em dezembro de 2011, destacam-se Salvador (-1.954 vagas), Simões Filho (-1.044 vagas), e Feira de Santana (-698 vagas). A retração dos empregos em Salvador foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor da Construção Civil (-1.707 postos). Em Simões Filho, o setor de Serviços foi o principal responsável pela eliminação de postos de trabalho (-936). Já em Feira de Santana, assim como em Salvador, o setor responsável pelo saldo negativo é o da Construção Civil com -240 vagas, acompanhado pela Indústria de Transformação (-188).



Galeria: