Inflação em Salvador foi de 0,90% em maio

Publicado: 15/06/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:51

Em maio, a inflação atingiu 0,90% na capital baiana, taxa inferior à apurada em abril (1,13%). No mesmo mês de 2011, o IPC havia registrado variação de 0,10%. No acumulado dos últimos doze meses (jun. 2011 – mai. 2012), a taxa situou-se em 5,35, de acordo com os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Dos sete grupos que constituem o índice, cinco registraram acréscimos no período: Habitação e encargos (2,96%), Despesas pessoais (1,76%), Saúde e cuidados pessoais (0,74%), Artigos de residência (0,38%) e Alimentos e bebidas (1,07%,). Os dois grupos que apresentaram resultados negativos foram: Transporte e comunicação, que registrou redução de 0,19% e Vestuário com variação negativa de 0,57%.

Entre os itens pesquisados nas prateleiras da cidade, os que mais pesaram para a formação da taxa (considerando preço e impacto no orçamento) foram, na ordem: CD musical (35,18%), Feijão mulatinho (21,90%), Taxa de água e esgoto (12,84%), Feijão rajado (8,94%), Cruzeiro marítimo (7,73%), Energia elétrica residencial (6,87%), Álcool (6,10%), Pacote turístico (6,06%), Perfume (4,72%) e Anti-inflamatório e antireumático (2,96%). Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram: Manga (14,32%), Vasodilatador/Pressão arterial (9,51%), Televisor (4,85%), Conjunto feminino (3,23%), Automóvel de passeio importado (2,94%), Seguro voluntário de veículos (2,80%), Camisa masculina (2,67%), Short, calção e bermuda masculina (1,98%), Automóvel novo (1,21%) e Gasolina (0,36%).

Vale salientar que dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 189 registraram alta nos preços, 85 não tiveram alterações e 101 registraram decréscimos.

Levando em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram em maio foram: CD musical (35,18%), feijão mulatinho (21,90%), abóbora (18,41%), bicicleta (16,72%), pimentão (14,86%), copo de vidro comum (13,45%), taxa de água e esgoto (12,84%), tomate (11,17%), serviços de manutenção residencial (10,09%) e feijão rajado (14,54%).

Cesta Básica - Pelo segundo mês consecutivo, a cesta básica registrou aumento de 3,12% em maio.

A Ração Essencial Mínima definida pelo Decreto-lei 399 de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a valer R$ 210,56 em maio de 2012, representando um acréscimo de 3,12% quando comparado com o mês de abril do mesmo ano.

No acumulado do ano, a cesta básica registrou um aumento de 4,37% e nos últimos 12 meses (jun. de 2011 a mai. de 2012), o custo da Ração Essencial Mínima apresentou elevação de 7,21% na capital baiana.

Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, nove produtos registraram variações positivas: Tomate (11,17%), Banana-prata (11,06%), Feijão rajado (8,94%), Óleo de soja (2,77%), Manteiga (2,09%), Café moído (1,61%), Arroz (1,59%) e Farinha de mandioca (1,16%) e Açúcar cristal (0,47%). Por sua vez, dois registraram variações negativas: Pão francês (0,33%) e Carne bovina (cruz machado) (1,06%). Por fim, apenas um produto permaneceu estável: Leite pasteurizado. A grande seca, que atingiu mais de 240 municípios baianos, elevou os preços de alguns produtos, especialmente a banana-prata, o tomate e o feijão.

No mês em análise, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 81 horas e 15 minutos, e o trabalhador comprometeu 33,85% do salário mínimo para adquirir os 12 produtos da cesta.