A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador aumentou no mês de fevereiro de 2012, atingindo 15,8%, contra 15,0% registrado em janeiro. Houve crescimento no número de empregos gerados (11 mil), contudo a População Economicamente Ativa (PEA) alcançou 1.972 mil indivíduos (58,6% do total), 32 mil a mais que o mês anterior, e repercutiu no acréscimo de 21 mil pessoas no contingente de desempregados, chegando a 312 mil do total.
As informações são oriundas da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre. A PED aponta que nos últimos 12 meses (fev2011-fev2012), a PEA teve acréscimo de 98 mil indivíduos (5,2%), enquanto os ocupados e desempregados também aumentaram, 54 (3,4%) e 44 mil, respectivamente.
Esse comportamento significou uma reversão da tendência observada entre os anos de 2007 e 2010. Segundo a economista da PED, Ana Margaret: “A pressão sob a PEA é oriunda de fragilidade na dinâmica econômica, perceptível no baixo crescimento do PIB ano passado (2,0%). Isso estimula as famílias saírem em busca de incremento na renda, e foi acompanhada pela elevação das ocupações com tendências precárias, como emprego doméstico, autônomo, e assalariado sem carteira”.
Nos últimos doze meses, segundo a posição na ocupação, o emprego assalariado cresceu (20 mil ou 1,9%), devido aumento do contingente do setor privado (56 mil ou 6,5%), visto que houve redução do trabalho assalariado no setor público (36 mil ou 16,8%), considerado mais qualificado na garantia de melhores condições do trabalho. O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (49 mil ou 6,7%) e, com menor intensidade, entre os sem carteira assinada (7 mil ou 5,3%). Houve elevação nos contingentes de Domésticos (22 mil ou 17,7%) e de Autônomos (13 mil ou 3,8%), enquanto decresceu o do agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (1 mil, ou 1,4%)
Entre os setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional elevou-se no agregado Outros setores, que inclui os serviços domésticos e outras atividades (30 mil ou 22,1%), na Construção civil (26 mil ou 19,7%) e no Comércio (17 mil ou 6,5%). Observou-se decréscimo na Indústria (14 mil ou 10,0%) e no setor de Serviços (5 mil pessoas ou 0,5%).
Na comparação com janeiro de 2011, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (8,8%) e para os assalariados (7,4%). Na mesma base de comparação, houve redução na massa de rendimentos dos ocupados (8,1%) e assalariados (9,4%). No primeiro caso, o resultado foi devido à redução no rendimento médio real, já que o nível ocupacional apresentou pequena elevação. No segundo caso, a diminuição refletiu decréscimos no salário médio real e, em menor medida, no nível de emprego. De acordo com o economista da SEI, Luiz Chateaubriand, é esperado uma melhoria no comportamento dos rendimentos médios do trabalho na RMS, em função do aumento real do salário mínimo ocorrido em janeiro desse ano. Segundo ele, o salário mínimo tem um impacto importante na estrutura dos rendimentos do trabalho da RMS.
Taxa de Desemprego cresce na região metropolitana
Publicado: 03/04/2012
Última atualização: 06/10/2026 às 09:51