O diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis, participou da etapa de mobilização do planejamento estratégico da secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), no dia 21 de março, no auditório da Seagri. Reis apresentou um panorama com os principais desafios para combater a pobreza na zona rural. O planejamento da Sedes é auxiliado pela Secretaria de Administração (Saeb) por meio da rede de consultores para modernização da gestão do serviço público.
Conforme os dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD) de 2009, aproximadamente 790 mil pessoas da zona rural da Bahia vivem em condição de extrema pobreza, o equivalente a 18,1% de toda população rural do estado. Já pelo Censo 2010, o número registrado é de 1,3 milhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, o equivalente a 33% da população baiana da zona rural. O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, fez um apanhado dos elementos geoeconômicos que influenciam esse quadro no estado, porém, ressaltou que “a inexistência, durante décadas, de políticas públicas voltadas para redução da pobreza é determinante para o atual quadro”. A partir dessa avaliação, Reis sistematizou os indicadores referentes à população atingida pela pobreza no campo e apontou os desafios.
Os dados diminuem sensivelmente ao levar em conta as famílias com beneficiários da previdência social. Nesse caso, apenas 1,5% das pessoas sobrevivem com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00 mensais (valor mínimo para sair da condição de extrema pobreza).
A juventude no campo se mostra bastante afetada pela extrema pobreza, 16,9% da população de 16 a 29 anos está nesta condição, o que corresponde a aproximadamente 176 mil jovens, segundo a PNAD 2009. As mulheres nessa faixa etária sofrem maiores impactos do que os homens, 18,9% contra 15,1%, respectivamente. A educação, considerado parâmetro fundamental para melhorar estas estatísticas, encontra-se em patamares deficitários no campo, sendo que aproximadamente 60% das pessoas de 16 a 29 anos da zona rural baiana não possuem o ensino fundamental completo. Entre os extremamente pobres esse percentual é de 67,2%.
Ainda de acordo com a PNAD, na zona rural baiana, considerando as pessoas de 16 a 29 anos, verifica-se que 27,7% desta população não é economicamente ativa. Ou seja, nem trabalha, nem procura emprego. Apenas 7,2% da população jovem está desempregada na zona rural baiana, e o rendimento médio do trabalho dos ocupados ( 92,8%) nesta faixa etária era de R$ 325,02 em 2009.
SEI participou de seminário de planejamento da Sedes
Publicado: 26/03/2012
Última atualização: 06/10/2026 às 09:51