A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do estado (Seplan), lançou, na última terça (16), a SEP 94 - Cidades médias e pequenas: contradições, mudanças e permanência nos espaços urbanos. O evento fez parte da cerimônia de abertura do III Simpósio Cidades Médias e Pequenas, que vai até o dia 19 de outubro, na Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS. No lançamento, estiveram presentes os organizadores da publicação, a especialista em políticas públicas da SEI, Patrícia Chame Dias, e o Doutor em Geografia Jânio Santos, além de Eliseu Sposito, pesquisador da temática.
Durante o evento, os organizadores explicaram quais as áreas de discussão abordadas no livro: entre os diversos temas, os pesquisadores tratam de redes urbanas, desenvolvimento urbano e configuração regional. A SEP 94 é resultado de uma série de discussões realizadas durante o II Simpósio Cidades Médias e Pequenas da Bahia, nas conferências e mesas-redondas da edição que ocorreu em Vitória da Conquista, em 2011. A publicação estará à venda na UEFS até amanhã (18), além de também ser disponibilizada para venda na biblioteca da SEI. O valor do investimento é de R$ 15,00. A SEP 94 também estará disponível para download no site da SEI a partir de amanhã.

Professora Maria da Encarnação faz palestra de abertura
Primeiro dia – Além do lançamento da SEP 94, O III Simpósio Cidades Médias e Pequenas da Bahia também contou, em sua abertura, com a palestra da professora da Unesp de Presidente Prudente (SP), Maria da Encarnação Beltrão Sposito. A professora discorreu sobre o tema “Cidades Médias e Pequenas: desafios e possibilidades de planejamento e gestão”. Durante a apresentação, Maria abordou questões como os papéis das cidades médias e determinação e classificação de cidades médias e pequenas. Entre suas falas, a professora lembrou que “não é possível estabelecer um único conceito para tratar de cidades médias”, e acrescentou: “O que há para ser feito é muita pesquisa. Toda cidade média ou pequena irá se revelar depois”. Maria da Encarnação alertou, ao fim da exposição, para o avanço da “privatização do espaço público”, com os loteamentos residenciais e outras ações de grupos imobiliários. A apresentação se encerrou com perguntas do público.