Vendas do varejo baiano registram alta de 8,4% em junho

Publicado: 11/08/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:54

O volume de vendas do comércio varejista baiano registrou alta de 8,4% em junho, na comparação com o igual período do ano anterior. A informação consta da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).

A técnica da SEI, Maria de Lourdes Caíres, observa que os resultados do varejo no período foram influenciados pela expansão das vendas nas datas comemorativas, em especial o Dia dos Namorados e o São João, que, tradicionalmente, geram bons negócios para o comércio. Ele ainda observa que, em junho, o varejo foi influenciado, de forma positiva, pela Copa do Mundo.

De acordo com os dados disponíveis na PMC, nos seis primeiros meses de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009, o comércio baiano acumulou crescimento de 11,6%. Essa taxa foi muito superior à registrada no primeiro semestre do ano passado, quando as vendas situaram-se em 4,7%. Por sua vez, no acumulado dos últimos 12 meses (julho de 2009 a junho de 2010) o crescimento foi de 10,3%. “Um conjunto de fatores vem sustentando os resultados favoráveis do comércio varejista. Dentre os quais se destacam: a expansão do crédito para financiamentos, a ampliação dos prazos de parcelamento, a melhoria de rendimentos dos consumidores, essencialmente daqueles de menor poder aquisitivo e, principalmente, o aumento do emprego formal no Estado”, considera Maria de Lourdes.

O desempenho positivo do comércio baiano no primeiro semestre de 2010 foi determinado pelos ramos de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (27,9%), Móveis e eletrodomésticos (25,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos (13,0%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (9,4%).

No entanto, o segmento que teve maior contribuição para os resultados do primeiro semestre foi o de Hipermercados, supermercados, produtos, alimentícios, bebidas e fumo (9,2%). “Tal comportamento se explica pelo fato de que, no contexto das oito atividades que integram o volume de vendas, esse ser o de maior representatividade, respondendo por quase 50,0% da taxa que mede o desempenho do comércio”, explica Maria de Lourdes.