ICEB aponta estabilidade em janeiro

Publicado: 07/03/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:49

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) atingiu 36,3 pontos no mês de janeiro, comparado com o mês imediatamente anterior. Com este resultado, o indicador segue na zona de Otimismo Moderado. O ICEB é calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, autarquia da Seplan, e avalia as expectativas dos sindicatos empresariais e associações de representantes do setor produtivo baiano.




O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) atingiu 36,3 pontos no mês de janeiro, comparado com o mês imediatamente anterior. Com este resultado, o indicador segue na zona de Otimismo Moderado. O ICEB é calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, autarquia da Seplan, e avalia as expectativas dos sindicatos empresariais e associações de representantes do setor produtivo baiano.

Na análise dos setores por atividade econômica, a Agropecuária volta a apresentar arrefecimento e retorna para zona de Pessimismo Moderado ao registrar -34,7 pontos, declínio de 76,4 pontos. O setor demonstra que seus empresários não estão muito otimistas quanto ao fim da estiagem ainda neste primeiro trimestre. A expectativa dos empresários do setor agropecuário é mais pessimista em relação às variáveis econômicas (juros, PIB, câmbio e inflação) com variação de -125 pontos, do que em relação ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, utilização da capacidade produtiva, abertura de unidades) que teve variação negativa de 51 pontos. Com este resultado, as variáveis econômicas e desempenho das empresas permanecem nas zonas de Pessimismo Moderado (-208,3) e Otimismo Moderado (52,1), respectivamente.

Já os empresários industriais acreditam na recuperação do setor por meio de investimentos em infraestrutura, redução de custos e estoques, aumento da utilização da capacidade produtiva e maior flexibilização do crédito. Desta forma, o setor retoma sua trajetória de recuperação, com alta de 49,2 pontos. Apesar da melhora, o setor permanece na zona de Pessimismo Moderado com -65,9 pontos. Ao contrário do que aconteceu no setor Agropecuário, os empresários da Indústria apresentaram expectativas positivas tanto para as variáveis econômicas, que apresentaram variação positiva de 68,2 pontos, quanto em relação ao desempenho das empresas do setor, com variação de 39,8. Desta forma, as variáveis econômicas situa-se na zona de Otimismo Moderado (34,1), e desempenho das empresas na zona de Pessimismo Moderado (-115,9).

O setor de Serviços e Comércio segue uma tendência de declínio iniciada no mês de novembro. O indicador setorial deste último foi de 90,9 pontos, uma redução de 11,4 pontos, apesar de permanecer na zona de Otimismo Moderado. Os representantes de Serviços e Comércio conjecturam, nesta pesquisa, que haverá redução das vendas do setor nos próximos meses. Para os empresários do setor, a expectativa é menos otimista em relação ao desempenho das empresas, com variação de -16 pontos, do que para as variáveis econômicas, com variação de -2,3 pontos. Mesmo com o arrefecimento da expectativa, as variáveis econômicas e de desempenho das empresas permancem na zona de Otimismo Moderado, com 22,7 e 125 pontos respectivamente.

De uma forma geral, as variáveis econômicas registraram 6,2 pontos, enquanto as de desempenho das empresas foram de 51,3 pontos.


Empresariado tende a manter o emprego

Verificando o emprego para os próximos 12 meses, 4,2% desejam contratar muitos trabalhadores, 25,0% devem contratar trabalhadores, 62,5% vão manter a quantidade atual de empregados, 4,2% pretendem demitir trabalhadores e 4,2% esperam demitir muitos trabalhadores. Quanto à abertura de unidades nos próximos 12 meses, 16,0% dos entrevistados apontam para abertura de algumas unidades, 64,0% acham que o saldo de abertura e fechamento não irá se alterar e 20,0% consideram que o saldo será de fechamento de algumas unidades.

Expectativa de alta de inflação e juros nos próximos meses

Analisando a inflação para os próximos 12 meses, 52% dos entrevistados afirmam que os preços estarão afastando-se da estabilidade, 40,0% acreditam que os preços estarão tendendo para a estabilidade, e 8% apontam que os preços estarão extremamente instáveis.  Quanto aos juros, no que se refere à taxa Selic para os próximos 12 meses, 72,0% confiam no aumento entre dois e quatro pontos percentuais, 16,0% conjecturam um aumento em mais de quatro pontos percentuais, 8,0% entendem que irá diminuir mais de quatro pontos percentuais e 4,0% esperam diminuição entre dois e quatro pontos percentuais.

Para o empresariado, PIB baiano cresce junto com o nacional

Verificando as expectativas quanto ao PIB nacional para os próximos 12 meses, 20,0% dos respondentes balizam crescimento entre 3,0% e 4,9%, 68,0% esperam crescimento entre 1,0% e 2,9% e 12,0% acreditam que irá variar entre -1,0% e 0,9%. No que se refere ao PIB estadual para os próximos 12 meses, 4,0% dos entrevistados confiam que irá crescer 5,0% ou mais, 24,0% almejam crescimento entre 3,0% e 4,9%, 56,0% apontam que irá crescer entre 1,0% e 2,9% e 16,0% têm como expectativa variação entre -1,0% e 0,9%.

 Estabilidade nas vendas e na utilização da capacidade produtiva das empresas

Analisando as expectativas de vendas para os próximos 12 meses, 28,0% dos representantes acreditam em aumentos razoáveis, 52,0% apontam que não vai haver alteração e 16,0% creem que haverá razoável redução. Em relação ao crédito para os próximos 12 meses, 4,0% confiam que o crédito estará muito atrativo, 36,0%, atrativo e 60,0%, pouco atrativo. No que diz respeito ao câmbio para os próximos 12 meses, 4,2% esperam que estará muito favorável, 25,0% confiam que seja favorável, 45,8% apontam indiferença e 25,0% abalizam que estará desfavorável. Quanto a utilização da capacidade produtiva para os próximos 12 meses, 36,0% sinalizam que estará pouco maior, 44,0% acreditam que permanecerá a mesma, 16,0% afirmam que será pouco menor e 4,0% indicam que estará consideravelmente menor.