A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE), divulgou , em coletiva realizada nesta quarta (27), o resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS), A pesquisa mostra que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador aumentou de 17,3% da População Economicamente Ativa (PEA) para 18,6%, entre janeiro e fevereiro.
Em fevereiro, o contingente de desempregados foi estimado em 347 mil pessoas, 22 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao declínio no número de ocupados (38 mil), ter sido superior ao número de pessoas que saíram do emrcado de trabalho (16 mil). No período, foram eliminados 38 mil postos de trabalho, reduzindo o contingente de ocupados para 1.517 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, apenas o setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (6 mil ou 2,0%) teve desempenho positivo. Nos demais setores o número de postos de trabalho declinou: Serviços (37 mil ou 4,0%); Construção (5 mil ou 3,4%); e Indústria de transformação (1 mil ou 0,7%).
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados diminuiu em relação ao mês anterior (34 mil ou 3,2%). Houve redução no setor público (11 mil ou 7,1%) e também no setor privado (21 mil ou 2,3%). Dentro deste último, verificou-se declínio no contingente de trabalhadores com carteira assinada (15 mil ou 1,9%) e no dos sem carteira assinada (6 mil ou 5,0%). Registrou-se também a redução no número de trabalhadores autônomos (6 mil ou 1,9%) e, com menor intensidade, no de empregados domésticos (1 mil ou 0,8%). Houve elevação apenas no contingente de ocupados do agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (3 mil ou 4,9%).
No mês de janeiro, o rendimento médio real ficou relativamente estável tanto para os ocupados (-0,1%) quanto para os assalariados (-0,5%). Com estes resultados, os valores dos rendimentos médios reais foram estimados em R$ 1.100 e R$ 1.195, respectivamente.
COMPORTAMENTO EM 12 MESES - Em relação a fevereiro de 2012, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,8% para os atuais 18,6% da PEA. O aumento deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, de 10,9% para 12,5%, e da taxa de desemprego oculto, de 4,9% para 6,1%.
No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 64 mil pessoas, devido a elevação no número de postos de trabalho (12 mil) ter sido inferior ao acréscimo da PEA (76 mil). A taxa de participação aumentou de 58,6% para 60,0%.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 0,8%, passando de 1.505 mil pessoas para 1.517 mil. Entre os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional cresceu no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (16 mil ou 5,5%) e na Indústria de transformação (9 mil ou 7,0%). Houve declínio na Construção (11 mil ou 7,3%), enquanto que o setor de Serviços (-1 mil ou -0,1%) manteve relativa estabilidade.
Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado cresceu (38 mil ou 3,8%), devido ao aumento do contingente do setor privado (57 mil ou 6,9%), visto que o do setor público apresentou redução (18 mil ou 11,2%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (68 mil ou 9,7%), enquanto houve decréscimo no de sem carteira assinada (11 mil ou 8,7%). Houve redução no contingente de trabalhadores Autônomos (16 mil ou 5,0%) e no de Domésticos (12 mil ou 9,1%). Por outro lado, aumentou no número de postos de trabalho no agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (2 mil ou 3,2%) (Tabela 3).
Na comparação com janeiro de 2012, o rendimento médio real pouco variou para os ocupados (-0,5%) e decresceu para os assalariados (2,5%) (Tabela 4).
Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos aumentou entre os ocupados (3,9%) (Gráfico 3) e entre os assalariados (6,5%). Nos dois casos, devido aos acréscimos no nível de ocupação, já que o rendimento médio real não variou entre os ocupados e decresceu entre os assalariados.