Taxa de Desemprego na Região Metropolitana apresentou aumento

Publicado: 29/05/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:49

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE), divulgou hoje o resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS). A taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador aumentou de 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA) para 20,2% entre os meses de março e abril.

Em abril, o total de desempregados foi estimado em 373 mil pessoas, 4 mil a mais que no mês anterior. O declínio no número de ocupados foi o que levou a este resultado, tendo em vista a saída de pessoas do mercado de trabalho. Neste período, a taxa de participação (indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas), caiu de 60,2% para 59,2%. O total de postos de trabalho que deixaram de existir somam 32 mil, reduzindo o contingente de ocupados para 1.472 mil ocupados. Segundo analise dos principais setores de atividade econômica, o setor de Construção apresentou desempenho positivo (5 mil ou 3,4%). Houve perda de postos de trabalho nos setores de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (14 mil ou 4,5%), Serviços (13 mil ou 1,5%) e na Indústria de transformação (7 mil ou 5,7%).

Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados diminuiu em relação ao mês anterior (12 mil ou 1,2%). O setor público permaneceu estável, porém no setor privado houve redução (10 mil ou 1,1%). Dentro deste último, verificou-se declínio no contingente de trabalhadores com carteira assinada (7 mil ou 0,9%) e também nos do sem carteira assinada (3 mil ou 2,5%). Foi registrada redução no número de trabalhadores autônomos (8 mil ou 2,7%), no de domésticos (7 mil ou 5,7%) e no do agregado Outras Posições Ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (5 mil ou 8,3%).

No mês de março, o rendimento médio real apresentou leve redução para os ocupados (0,8%) e relativa estabilidade para os assalariados (0,4%). Com estes resultados, os valores médios reais forma estimados em R$ 1.089 e R$ 1.192, respectivamente. Neste mesmo período, a massa de rendimento médio real diminuiu entre os ocupados (1,9%) e entre assalariados (1,2%), nos dois casos, devido a reduções nos níveis de ocupação e rendimento médio real.

COMPORTAMENTO EM 12 MESES – Em relação a abril de 2012, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 17,5% para os atuais 20,2% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total foi provocado pelo aumento da elevação da taxa de desemprego aberto, de 13,4% para 14,5%, dado que a taxa de desemprego oculto permaneceu estável em 5,7%. No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 62 mil pessoas, devido ao contingente de ocupados ter permanecido praticamente estável (+5 mil), enquanto a PEA incorporou 67 pessoas. A taxa de participação aumentou de 58,1% para 59,2%.

Nos último 12 meses, o número de ocupados ficou relativamente estável (+0,3%), passando de 1.467 mil pessoas para 1.472 mil. Entre os principais setores da atividade econômica analisados, o nível ocupacional cresceu no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (17 mil ou 6,1%) e no setor de Serviços (6 mil ou 0,7%). Houve redução de postos de trabalho na Indústria de transformação (12 mil ou 9,4%) e na Construção (4 mil ou 2,7%).

Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado cresceu (15 mil ou 1,5%), devido ao aumento do contingente do setor privado (22 mil ou 2,6%), visto que o do setor público apresentou redução (7 mil ou 4,7%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (26 mil ou 3,6%), enquanto houve decréscimo no de sem carteira assinada (4 mil ou 3,3%). Houve redução no contingente de trabalhadores Domésticos (9 mil ou 7,2%) e no de Autônomos (3 mil ou 1,0%). Por outro lado, aumentou o número de postos de trabalho no agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (2 mil ou 3,8%) (Tabela 3).

Na comparação com março de 2012, o rendimento médio real manteve-se relativamente estável para os ocupados (0,4%) e declinou ligeiramente para os assalariados (0,9%). Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos elevou-se entre os ocupados (0,8%) e entre os assalariados (1,6%). Nos dois casos, devido ao aumento no nível ocupacional, dado que o rendimento médio real decresceu.