A segunda edição do Fórum Baiano de Economia Aplicada reuniu profissionais e estudantes no auditório do Hotel Portobello, em Ondina. O evento é comemorado pelos especialistas como a união da prática com a pesquisa acadêmica. Durante o dia, os participantes contaram com discussões sobre Macroeconomia Aplicada, Economia Urbana, Redes Sociais e Crime, Socioeconomia e Economia Espacial. O Fórum também reforçou a parceria entre a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), e a Faculdade de Economia da UFBA.
A segunda edição do Fórum Baiano de Economia Aplicada reuniu profissionais e estudantes no auditório do Hotel Portobello, em Ondina. O evento é comemorado pelos especialistas como a união da prática com a pesquisa acadêmica. Durante o dia, os participantes contaram com discussões sobre Macroeconomia Aplicada, Economia Urbana, Redes Sociais e Crime, Socioeconomia e Economia Espacial. O Fórum também reforçou a parceria entre a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), e a Faculdade de Economia da UFBA.

O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, parabenizou os realizadores do evento pela diversidade de temas do Fórum e pela possibilidade de discussão da economia por um novo viés. “o Fórum é importante para consolidar mais um meio de discussão de economia, e, juntamente com outros encontros e eventos (como o Encontro de Economia Baiana, que acontece em setembro), ampliar o debate sobre o tema nas mais diversas esferas”, avalia. Outro que acredita na importância da relação SEI/UFBA para a discussão da economia baiana e brasileira é o diretor de estatísticas da SEI, Gustavo Pessoti. “A SEI é o único órgão da Bahia que faz projeções estatísticas, e o nosso trabalho alimenta as pesquisas da universidade, além de as pesquisas da própria universidade também alimentarem nossos trabalhos. É um ciclo”, pontua.
Debates produtivos – Um dos pesquisadores que apresentaram trabalhos no Fórum foi Gervásio Ferreira, professor do Curso de Mestrado em Economia da UFBA. Ferreira abordou “A segregação espacial e as redes sociais formadas nas escolas: efeitos sobre a renda dos trabalhadores na cidade de Salvador”. Na apresentação, o pesquisador afirmou que “a população soteropolitana tem sua renda determinada pela segregação racial, o que não deveria acontecer”. Ferreira também levantou a questão de que a cidade possui um dos mais altos índices de segregação racial do país, e que esta era uma problemática que, até então, não havia sido estudada.

Quem também realizou apresentação na segunda edição do Fórum foi a técnica da SEI Daniela Lima Ramos. Daniela apresentou seu trabalho de conclusão do Mestrado em Economia da UFBA, intitulado “Desigualdade urbana e mercado imobiliário em um modelo econométrico espacial de preços hedônicos para a cidade de Salvador”. O trabalho aponta a precificação dos imóveis na capital baiana através da hipótese de que existem dois centros em Salvador - o tradicional, na região do Campo Grande, e o novo, na região do Iguatemi – e que quanto mais próximos os imóveis forem desses centros, mais caros serão esses imóveis. Esta é a primeira vez que Daniela apresenta sua pesquisa fora da universidade. “O Fórum foi muito importante pois nos deu a oportunidade de apresentar nossos trabalhos para a sociedade, inclusive para que essas pesquisas sirvam de base para políticas públicas e novas discussões”, finaliza.
O II Fórum Baiano de Economia Aplicada foi promovido pela SEI, juntamente co o Curso de Mestrado da Faculdade de Economia da UFBA (Mesteco – UFBA).