
A Solenidade de Abertura do IX Encontro de Economia Baiana reuniu representantes de diversos setores da economia e do planejamento na Bahia.O primeiro momento do Encontro ressaltou a solidez do evento, criado há nove anos.
A Solenidade de Abertura do IX Encontro de Economia Baiana reuniu representantes de diversos setores da economia e do planejamento na Bahia.O primeiro momento do Encontro ressaltou a solidez do evento, criado há nove anos. O presidente da Desenbahia, Vitor Lopes,abriu as falas da Solenidade. “É muito gratificante assistir o Encontro de Economia Baiana, que possuía um perfil mais voltado para pesquisadores baianos, ganhar uma dimensão nacional“, avaliou Lopes. Em seguida, o coordenador do Mestrado de Economia da UFBA, Lívio Wanderley, ressaltou o êxito do Encontro e apontou a relevância do tema. “Como acadêmico, minha preocupação é captar o desenvolvimento do Nordeste, que está diretamente relacionado com o crescimento do desenvolvimento nacional”, pontua.

Geraldo Reis, diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), avaliou: “É uma grande satisfação colaborar com a realização , mais uma vez, de um evento dessa magnitude”. Reis ressaltou a importância do tema do evento para uma análise da dinâmica econômica da Bahia que extrapole questões internas. “Avançamos muito do ponto de vista dos indicadores sociais e econômicos. Entretanto, a concentração espacial do desenvolvimento continua, e continua também a necessidade de se pensar alternativas para o desenvolvimento do Nordeste”, disse Reis, que lançou ainda uma questão para reflexão: “Diante dessa nova etapa de desenvolvimento do Brasil e do Nordeste, com a diminuição do consumo e aumento do peso dos investimentos, quais serão os desafios a serem enfrentados?”.

Representando os secretários do Planejamento e da Fazenda, estiveram presentes o Superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Ranieri Muricy e Adriano Chagas, chefe de gabinete da Sefaz. Muricy reforçou a dimensão nacional do Encontro e apontou o EEB como um debate social e democrático. O superintendente também lembrou das ações da Seplan que buscam o debate e o diálogo: “A Seplan também vem também trabalhando fortemente na direção de gerar conhecimento a serviço da sociedade e, mais ainda, de quem deseja transformar a realidade”.
Entre os patrocinadores do evento, Petrobras, Bahiagás e Sebrae, estiveram presentes Isabel Ribeiro, do Sebrae, e Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás. Isabel pontuou questões a respeito do dinamismo e integração econômica da região e fez uma sugestão para o próximo Encontro: “A questão do desenvolvimento do Nordeste e da Bahia também passa pela inclusão dos pequenos negócios. Aproveito esse evento para sugerir a temática do pequeno negócio para as próximas edições do EEB. Acredito que podemos estimular a academia a pensar no tema como objeto de estudo”. Magalhães lembrou dos sete anos de parceria da Bahiagás com o EEB e acrescentou: “Temos acompanhado as taxas de crescimento da Bahia, muitas vezes maiores que a do Brasil. O debate sobre integração chama atenção pois a questão não é ser integrado – o que a Bahia já é – mas a forma dessa integração e do dinamismo”.

Na palestra de abertura, o economista Carlos Brandão (IPPUR/UFRJ) discutiu a formação do economista na academia, a pesquisa em Desenvolvimento Regional e as políticas públicas relacionadas ao tema. Brandão reforçou a importância de estudar cada região e suas particularidades: “É preciso pensar em nossa realidade completa, o Brasil de verdade, além dos modelos e teorias importadas de outros lugares. Temos de avançar em nossas especificidades”. Para a programação da tarde serão seis mesas e, no total, a apresentação de 17 trabalhos nas áreas de Economia Baiana, Economia Regional e Financiamento do Desenvolvimento.