
Tomate e Feijão rajado se destacam na redução de preços
A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399 de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 234,64 em setembro de 2013, representando redução de 2,24% quando comparado com o mês de agosto do mesmo ano.
Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, sete registraram reduções nos preços: Tomate (-9,40%), Feijão rajado (-8,09%), Arroz (-4,80%), Carne bovina (cruz machado) (-1,53%), Manteiga (-1,22%), Farinha de mandioca (-1,06%) e Óleo de soja (-0,91%). Por sua vez, quatro registraram variações positivas: Leite pasteurizado (2,24%), Pão francês (1,31%), Açúcar cristal (0,53%) e Café moído (0,29%). Apenas a Banana da prata permaneceu com preço estável.
Inflação registra queda de -0,04% em setembro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou variação negativa de 0,04% em setembro, resultado inferior à taxa apurada em agosto (0,11%). No mesmo mês do ano passado, o IPC registrou variação de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses (out. 2012 - set. 2013), a taxa situou-se em 5,00%, resultado inferior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (set. 2012- ago. 2013), que foi de 5,74%. As informações são da Superintendência de estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Em setembro de 2013, os produtos/serviços que tiveram maiores contribuições para a redução da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Refeição a peso (-0,94%), Gasolina (-2,06%), Álcool etanol (-3,93%), Pacote turístico (-4,19%), Arroz (-4,80%), Cruzeiro marítimo (-5,08%), Feijão rajado (-8,09%), Tomate (-9,40%) e Feijão mulatinho (-15,53%). Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões para o aumento da taxa foram: Gás residencial (0,80%), Empregado doméstico (1,28%), Pão francês (1,31%), Cabeleireiro (1,56%), Tarifa de telefonia celular (1,89%), Camiseta, blusa e blusão femininos (3,65%), Conjunto feminino (3,88%), Microcomputador e impressora (4,31%), Sandália feminina (5,11%) e Vasodilatador/pressão arterial (5,41%).
Dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 120 registraram decréscimos nos preços, 96 não tiveram alterações e 159 registraram aumento. Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais reduziram em setembro do ano corrente foram: batata inglesa (18,69%), feijão mulatinho (15,53%), limão (14,24%), repolho (13,03%), pimentão (11,17%), cebola (9,95%), tomate (9,40%), feijão rajado (8,09%), batata doce (7,83%) e cenoura (7,69%).
DESEMPENHO DOS GRUPOS
Em setembro de 2013, dos sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI, quatro variaram negativamente, enquanto três registraram acréscimos. Nestes grupos, são destacados os principais produtos/serviços que apresentaram aumentos ou quedas nos preços.
O grupo Alimentos e bebidas apresentou decréscimo de 0,43%. Dos subgrupos que o compõem, Alimentação no domicílio registrou decréscimo de 0,65%. Já o subgrupo produtos in natura apresentou variou negativa de 4,25%, devido à redução nos preços da batata inglesa (-18,69%), limão (-14,24%), repolho (-13,03%), pimentão (-11,17%) e cebola (-9,95%). Os subgrupos que apresentaram elevação foram Alimentos prontos (0,76%) e Alimentação fora do domicílio (0,01%), este último em razão, principalmente, de reajuste nos preços de refrigerante fora do domicílio (0,87%) e água de coco (0,57%).
No grupo Transporte e comunicação observou-se redução de 0,20%, em consequência, principalmente, das variações nos preços de álcool etanol (-3,93%), óleo lubrificante (-3,79%) e gasolina (-2,06%). Já o grupo Despesas pessoais registrou decréscimo de 0,16%, motivado pela diminuição nos preços de cruzeiro marítimo (-5,08%), pacote turístico (-4,19%) e revista (-1,83%). Entre os demais grupos, Vestuário, Saúde e cuidados pessoais e Habitação e encargos registraram acréscimo de 1,19%, 0,35% e 0,12%, enquanto o grupo Artigos de residência registrou variação negativa de 0,05%.