ICEB segue na zona de Pessimismo Moderado

Publicado: 22/10/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:48


Os empresários do setor da Indústria foram os que mais contribuíram negativamente para a composição do índice. Com expectativa negativa de -144,2 pontos, o setor situa-se na Zona de Pessimismo Moderado.




A partir de maio de 2013 a Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano começou a perceber um arrefecimento na expectativa dos empresários baianos, queda sinalizada pelo ICEB em maio deste ano de -4,5 pontos e em junho de -45,7 pontos, quando o indicador passou a sinalizar, pela primeira vez, coeficientes negativos. No mês de setembro, o ICEB marcou -81,3 pontos, permanecendo na Zona de Pessimismo Moderado. A pesquisa é realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).


Os empresários do setor da Indústria foram os que mais contribuíram negativamente para a composição do índice. Com expectativa negativa de -144,2 pontos, o setor situa-se na Zona de Pessimismo Moderado. Serviços e Comércios, com -70,1 pontos, também integra a Zona de Pessimismo Moderado, já os empresários da Agropecuária seguem mais confiantes na economia, com expectativa positiva de 41,7 pontos o setor encontra-se na Zona de Otimismo Moderado.

Desde o início da série histórica, em março de 2010, esta é a primeira vez que o empresariado baiano do setor Serviços e Comércio apresenta expectativa negativa em relação à economia. Em relação às variáveis econômicas, o setor ficou na zona de fronteira entre Pessimismo Moderado e Otimismo Moderado, pois a avaliação positiva sobre o PIB, nacional e estadual, teve como contraponto a avaliação negativa da taxa de inflação para os próximos 12 meses. Já a avaliação das variáveis de desempenho das empresas do setor se enquadrou na zona de Pessimismo Moderado, especialmente no que diz respeito a crédito, cambio, situação financeira e exportações. Perspectiva positiva apenas em relação às vendas e à abertura de novas unidades.

Na Indústria, tanto as variáveis econômicas quanto as setoriais, se situaram na zona de Pessimismo Moderado. Entre as variáveis econômicas, inflação e taxa de juros obtiveram as piores avaliações. Com relação ao comportamento esperado das variáveis de desempenho das empresas nos próximos 12 meses, crédito, câmbio, capacidade produtiva, situação financeira, nível de emprego e abertura de novas unidades puxaram as avaliações negativas, ao contrário de vendas e exportações, que obtiveram notas positivas, principalmente pela avaliação da demanda por produtos industriais.

Mesmo com expectativa positiva no indicador geral (41,7 pontos), os empresários do setor da Agropecuária avaliaram negativamente as variáveis econômicas, principalmente inflação, juros e PIB nacional. No que diz respeito às variáveis de desempenho das empresas, a avaliação as situou na zona de Otimismo Moderado, especialmente influenciada pela expectativa de vendas, exportação. Por outro lado, as variáveis sobre crédito e câmbio foram negativamente avaliadas por este setor.

Desta forma, avaliando os resultados gerais, tanto as variáveis econômicas quanto as variáveis de desempenho das empresas estão na zona de Pessimismo Moderado. Com relação à avaliação das variáveis econômicas (-59,2 pontos), inflação, juros e PIB nacional puxaram este indicador para baixo, enquanto que o PIB estadual foi bem avaliado. Quanto às variáveis de desempenho das empresas (-92,4 pontos), crédito, câmbio, capacidade produtiva, situação financeira, emprego, exportação e abertura de novas unidades puxaram negativamente o índice, com exceção de vendas, que, de forma geral, foi avaliada positivamente.


Inflação contribui negativamente para expectativa do empresariado baiano

A maioria do empresariado baiano, 63%, acredita que os preços estarão se afastando da estabilidade nos próximos 12 meses, um número bem menor, 7,4%, aposta numa instabilidade extrema, já para uma parcela significativa, 29,6% os preços estarão tendendo para uma estabilidade. Com este panorama, entre as variáveis econômicas, a inflação atingiu o menor patamar observado pelo ICEB, -187 pontos, seguida pelos juros, com -100,4 pontos, e PIB nacional, - 6,9 pontos. A única variável econômica a apresentar expectativa positiva pelo empresariado foi o PIB Estadual (57,7 pontos), 70,4% dos entrevistados indicam que haverá crescimento entre 1% e 2,9%, ­18,5% afirmam que o produto crescerá entre 3% e 4,9%, e 11,1% esperam uma variação do PIB estadual entre -1% e 0,9%.

No desempenho das empresas, expectativa positiva apenas para vendas

Com 96,9 pontos no ICEB, as expectativas de vendas para os próximos 12 meses apontam que 51,9% das empresas acreditam que não haverá alteração, 33,3% apontam aumentos razoáveis nas vendas e 14,8% indicam redução razoável. Entre as variáveis de desempenho das empresas, a maior contribuição negativa para a composição do índice foi crédito (-309,3 pontos). 66,7% do empresariado baiano acredita que o crédito estará pouco atrativo nos próximos 12 meses; 14,8% acredita que ele esteja atrativo, 14,8% afirma que o crédito não estará atrativo, e apenas 3,7% atribui elevada atratividade ao crédito.

Confira o Boletim do ICEB na íntegra no site da SEI www.sei.ba.gov.br no link Boletins Técnicos.

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