
Pesquisa de Emprego e Desemprego é feita pela primeira vez numa cidade do interior do estado. Feira de Santana e Região Metropolitana foram contempladas com o estudo.
A Pesquisa de Emprego e Desemprego para a Região Metropolitana de Feira de Santana (PED-RMFS) foi realizada através de um convênio feito pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo se baseou numa amostra de 4.500 domicílios situados na área urbana dos municípios de Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Tanquinho, entre os meses de julho e outubro de 2013. “Pela primeira vez a SEI foi ao interior captar uma realidade de mercado de trabalho que é bastante distinta da observada na RMS. Os dados da pesquisa se constituem como importante instrumento de formulação de política pública para Feira e região”, avalia o diretor de Pesquisas da SEI, Armando Castro.

As informações produzidas pela PED mostram que, no período de julho a outubro de 2013, 60,1% das 498 mil pessoas com 14 anos ou mais de idade, residentes na Região Metropolitana de Feira de Santana estavam engajadas no mercado de trabalho, como ocupados ou desempregados. Estima-se que 299 mil indivíduos compunham a População Economicamente Ativa (PEA) e que os demais 199 mil indivíduos dessa faixa de idade se encontravam na inatividade. A taxa de desemprego total foi calculada em 15,9% da PEA, contabilizando 48 mil desempregados. Já o contingente de ocupados alcançou 252 mil pessoas.
Desemprego aberto e oculto – A pesquisa mostrou que a taxa de desemprego aberto, ou seja, a proporção de trabalhadores que tinham tomado providências recentes no sentido de encontrar ocupação, ficou situada em 13,1% da PEA regional. Esta parcela totalizava 39 mil pessoas e correspondia a quatro quintos (81,6%) do contingente de desempregados. O percentual de trabalhadores em situação de desemprego oculto na região, por sua vez, alcançou 2,8% da PEA e foi estimado em 8 mil pessoas. Nesse grupo estão indivíduos que exerceram alguma atividade precária enquanto buscavam uma inserção estável, caracterizada pela imprevisibilidade e ganhos avulsos e/ou variáveis, juntamente com outros que se encontravam em situação de desemprego oculto pelo desalento, ante as perspectivas de trabalho da localidade.
Maioria masculina na população economicamente ativa- Apesar do persistente crescimento da incorporação feminina ao mercado de trabalho urbano do país, a participação de mulheres na PEA, relativamente à observada para os homens, ainda é nitidamente menos intensa. Esta característica também foi identificada no conjunto dos municípios pesquisados, onde 51,1% das mulheres com 14 anos ou mais de idade faziam parte da População Economicamente Ativa, em face de 70,9% dos homens na mesma condição. Assim, os homens representam 53,7% da PEA regional, e as mulheres, 46,3%.
Quanto à idade, a taxa de participação mais elevada no mercado de trabalho foi identificada entre os indivíduos adultos, com idade entre 25 e 29 anos (81,2%). O segundo segmento etário de maior engajamento no universo laboral da região foi o das pessoas maduras, na faixa etária entre 30 e 49 anos, cuja taxa de participação no período pesquisado ficou em 77,1%. Já o menor patamar identificado para esta proporção foi registrado entre as pessoas com 50 anos de idade ou mais (35,3%).
No que diz respeito à raça ou cor, a população negra com 14 ou mais anos de idade teve uma taxa de participação de 60,7% superior à calculada para os não negros (58,0%). A População Economicamente Ativa negra foi estimada em 231 mil pessoas, correspondendo a 77,3% da PEA, enquanto os não negros representavam 22,2%.
Mulheres são maioria na taxa de desemprego - Na região, as mulheres enfrentam grandes dificuldades para a obtenção de ocupação. No momento da pesquisa, o contingente feminino experimentou taxa de desemprego total de 21,3%, quase o dobro da encontrada para os homens (11,3%). As mulheres respondiam por 62,0% do contingente de pessoas desempregadas, enquanto os homens somavam apenas 38,0%.