Produção industrial baiana expandiu 4,4% em novembro de 2013

Publicado: 10/01/2014 Última atualização: 06/10/2026 às 09:47

A produção industrial baiana apresentou, em novembro de 2013, na comparação com o mês de outubro de 2013, expansão de 4,4%, de acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan. Na comparação com novembro de 2012, a produção cresceu 0,9%. Já no período de janeiro a novembro de 2013, o indicador acumulou 4,6%, e em 12 meses, alcançou 5,7%.

Nacionalmente, a diminuição no ritmo da produção industrial na passagem de outubro para novembro foi observada em nove dos quatorze locais pesquisados pelo IBGE, com destaque para Goiás (-4,1%) e Santa Catarina (-3,1%). Por outro lado, Região Nordeste (6,5%), Bahia (4,4%) e Pernambuco (3,0%) registraram os avanços mais intensos em novembro de 2013, enquanto Minas Gerais (0,3%) e Rio de Janeiro (0,2%) mostraram expansões mais moderadas.

Na Bahia, o resultado do mês de novembro aponta que, após a queda de outubro – influenciada pelas férias coletivas e pelo apagão –, a indústria volta a se recuperar de maneira significativa. A variação de 4,4% frente ao mês imediatamente anterior foi influenciada pelo bom desempenho dos setores de Produtos químicos (24,8%) e de veículos automotores (77,4%). O resultado do mês fez a média móvel trimestral da indústria voltar a ficar positiva.

Na comparação com novembro de 2012, o acréscimo de 0,9% foi influenciado positivamente por cinco dos oito segmentos da indústria de transformação baiana, dentre os quais se destacam: Produtos químicos (4,6%), impulsionada pela fabricação de hidróxido de sódio (soda cáustica), policloreto de vinila, etanolaminas e seus sais e dióxidos de titânio; Refino de petróleo e produção de álcool (5,1%); e Metalurgia básica (13,6%). Em sentido oposto, o principal impacto negativo veio do segmento de Alimentos e Bebidas (-15,2%), impulsionado pela menor produção de farinhas e "pellets" da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto, refrigerantes, cervejas e chope. Outras contribuições negativas foram registradas por Borracha e plástico (-12,5%) e Celulose, papel e produtos de papel (-4,0%).

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No período de janeiro a novembro de 2013, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 4,6%, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (14,8%), Metalurgia (25,8%), Veículos (21,7%), Celulose e papel (2,7%), Borracha e plástico (6,1%) e Minerais não metálicos (1,4%). Negativamente, figuraram os segmentos de Alimentos e bebidas (-7,6%) e Produtos químicos (-0,8%).

No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 5,7%, resultado menos intenso do que os verificados em setembro (6,7%) e outubro (6,4%).


Indústria e Principais Gêneros

Bahia - Taxa de Crescimento

Novembro – 2013

Em %


Classes e Gêneros

No mês(1)

Mensal(2)

No ano(3)

Acum. 12 meses(3)

Indústria geral

4,4

0,9

4,6

5,7

Extrativa mineral

0,0

-0,2

-0,2

0,7

Indústria de transformação

6,7

1,0

4,8

6,0

Alimentos e bebidas

-8,8

-15,2

-7,6

-7,4

Celulose, papel e produtos de papel

0,6

-4,0

2,7

3,0

Refino de petróleo e álcool

-2,7

5,1

14,8

16,6

Produtos químicos

24,8

4,6

-0,8

1,8

Borracha e plástico

-12,3

-12,5

6,1

6,7

Minerais não metálicos

5,8

16,6

1,4

1,0

Metalurgia básica

-2,4

13,6

25,8

23,7

Veículos automotores

77,4

10,1

21,7

23,8

Notas: (1) Com ajuste sazonal

(2) Em relação ao mesmo mês do ano anterior

(3) Em relação ao mesmo período do ano anterior


COMPARATIVO REGIONAL

Taxa de Crescimento da Produção Física Industrial

Resultados Regionais - Brasil, Região Nordeste e Estados Selecionados

Novembro – 2013

Em %

BRASIL/NORDESTE/ ESTADOS

Mensal

Acumulado no ano

Acumulado 12 meses

Geral

De transformação

Geral

De transformação

Geral

De transformação

Brasil

0,4

0,4

1,4

1,8

1,1

1,3

Amazonas

-2,2

-2,0

1,5

1,6

0,9

1,0

Pará

2,9

4,8

-5,6

-7,9

-5,4

-8,0

Nordeste

-0,3

-0,4

1,1

1,1

1,6

1,6

Bahia

0,9

1,0

4,6

4,8

5,7

6,0

Ceará

2,3

2,3

3,7

3,7

3,1

3,1

Pernambuco

3,2

3,2

0,2

0,2

0,3

0,3

Minas Gerais

-0,6

-0,8

-0,8

0,0

-0,4

0,2

Espírito Santo

-0,9

-7,1

-6,9

-11,0

-7,1

-11,0

Rio de Janeiro

-3,1

-2,8

0,6

2,2

0,5

1,9

São Paulo

-0,6

-0,6

1,4

1,4

1,1

1,1

Paraná

12,2

12,2

5,7

5,7

2,5

2,5

Santa Catarina

-2,7

-2,7

1,6

1,6

1,2

1,2

Rio Grande do Sul

8,3

8,3

6,3

6,3

4,6

4,6

Goiás

9,2

10,6

4,7

4,9

4,9

5,3

Fonte: IBGE/DPE/Departamento de Indústria

Elaboração: SEI/CAC