
O comércio varejista na Bahia mantém crescimento nas vendas em março. O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foi o maior impulsionador das vendas no comércio varejista da Bahia. O aquecimento nos negócios realizados no segmento foi influenciado pela redução nos preços dos produtos do ramo.
O comércio varejista na Bahia mantém crescimento nas vendas emmarço, embora em ritmo reduzido quando comparado ao mês anterior,quando registrou incremento de 15,7%. O volume de vendas expandiu4,2% em março, em relação a igual mês de 2013, ocupando a quintaposição dentre as unidades federativas, depois de Amapá (9,6%),Acre (6,6%), Maranhão (6,0%) e Ceará (5,0%). Nacionalmente, ovarejo registrou retração de 1,1%. Na análise sazonal, o varejo naBahia cresceu 0,3%, superior à taxa de fevereiro, que recuou 0,3%.Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisadospela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia(SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
O ritmo de crescimento do varejo baiano se justifica em função dafraca base de comparação, uma vez que em igual mês do ano passadoo volume de venda foi negativo em 0,8%. Outro aspecto relevante foi acampanha Liquida Salvador, realizada de 07 a 17 de março, poisocorreu nos dias imediatamente posteriores ao Carnaval, atraindo osturistas que ainda permaneciam na cidade, e também por ocorrer nasdatas em que normalmente os consumidores recebem salários.
Em março, cinco dos oito ramos que compõem a PMC apresentaramresultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas emordem decrescente, têm-se: Artigos farmacêuticos, médicos,ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (27,3%); Livros,jornais, revistas e papelaria (17,1%); Móveis eeletrodomésticos (8,1%); Combustíveis e lubrificantes(6,8%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico(2,5%). Registraram comportamento negativo: Equipamentos emateriais para escritório, informática e comunicação (-9,2%);e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios,bebidas e fumo (-1,3%). Quanto ao ramo de Tecidos, vestuárioe calçados o comportamento ficou estável. Para osubgrupo de Super e hipermercados, o resultado apurado foipositivo em 0,8%. Já o de Móveis registrou desempenho negativo(-0,4%), ao passo que o de Eletrodomésticos cresceuexpressivamente em 14,2%, sendo determinante para a expansão dasvendas no segmento.
O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, deperfumaria e cosméticos foi o maior impulsionador das vendas nocomércio varejista da Bahia. O aquecimento nos negócios realizadosno segmento foi influenciado pela redução nos preços dos produtosdo ramo.
O segundo maior impulsionador das vendas na Bahia, em março, foi osegmento de Móveis e eletrodomésticos com a taxa de 8,1%.Apesar de registrar uma desaceleração no ritmo de crescimento,em função do fim da alíquota reduzida para linha branca, aatividade continua influenciando as vendas, sendo favorecida peloprograma Minha Casa Melhor; pela proximidade da Copa do Mundo, onde oapelo dos comerciantes para as compras de televisores seintensificam; e a campanha Liquida Salvador. Outro aspecto aressaltar é o efeito base, pois em igual mês do ano anterior avendas se reduziram em 2%. Quando desagregada, observa-se que acontribuição positiva veio das vendas de eletrodomésticos.
A terceira maior contribuição veio do segmento de Combustíveise lubrificantes. Esse desempenho foi determinado pelo o efeitobase, já que em igual mês do ano passado o segmento registrouvariação negativa (-13,0%).
Por outro lado o maior impacto negativo para o varejo baiano veio dosegmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios,bebidas e fumo, ramo de maior peso para o Indicador de Volume deVendas do Comércio Varejista, acompanhado de Equipamentos emateriais para escritório, informática e comunicação. Aexplicação para o primeiro é que o grupo de Alimentos e Bebidasapresentou os maiores aumentos de preços, com a expansão de 0,90%.Outro aspecto é o efeito-calendário, pois nesse ano a comemoraçãoda Páscoa ocorreu em abril, ao contrário do ano anterior que foi emmarço. Enquanto no segmento Equipamentos e materiais paraescritório, informática e comunicação que voltou a registrarvariação negativa, houve mudança de patamar dos preços demicrocomputadores, principal produto da atividade.
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais asatividades de Veículos, motos, partes e peças e de Materialde construção, apresentou em março redução de 0,8% nasvendas. Nos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foide 2,8%.
O segmento de Veículos, motos, partes e peças voltou aregistrar variação negativa (-11,2%), em relação a igual mês doano anterior. A queda nas vendas é reflexo do feriado de Carnavalpor conta da redução no número de dias úteis. Além do que, nessaépoca, ocorrem paradas de linha, afastamento de operários eantecipação de férias coletivas. No que tange ao segmento Materialde Construção, este apresentou em março recuo de 1,7% nasvendas em relação a igual mês do ano passado. Apesar da variaçãonegativa, devido à influência do menor número de dias, as vendasno ramo continuam sendo incentivadas pelas condições favoráveis docrédito habitacional, como o aumento do limite do uso do FGTS parafinanciamentos imobiliários, somado ao programa governamental “MinhaCasa Minha Vida”, além da redução do IPI para alguns produtos dosetor.