Cesta de commodities baianas apresenta queda depois de cinco meses

Publicado: 23/05/2014 Última atualização: 06/10/2026 às 09:47

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OÍndice de Commodities Agrícolas daBahia (ICAB-SEI) acompanhado pela Superintendência de Estudos Econômicos eSociais da Bahia (SEI-BA/Seplan) apresentou queda depois de cinco mesesseguidos de alta. O indicador saiu dos 110,8 pontos, em março, para 108,8pontos no mês de abril. Seis dos dez produtos que compõem o índice tiveramqueda, enquanto os demais registram alta. O recuo deveu-se à continuidade daretração do cacau, algodão e soja, além da queda mensal do mamão, manga e uva.Milho, laranja, feijão e café apresentaram alta em seus preços.

A uvaapresentou, depois de duas consecutivas altas, uma retração de 4,08% em seupreço no mês de abril. Aparentemente, a demanda pelo produto tem se verificadoem baixa. As razões apontadas são o grande estoque de produtos industrializadosda fruta e também pela retomada da produção no sul do país.

Ocacau apresentou mais uma queda em seus preços, saindo de R$ 102,28 para R$100,11,uma baixa de 2,12%. Entretanto, o preço da fruta continua em alta. Se comparadocom o mesmo período do ano passado, o aumento está por volta de 55%. Issomostra que o mercado internacional do cacau ainda não se recuperou da quebra desafra ocorrida nos países africanos.

Ocafé e o feijão apresentaram leves altas. O primeiro registrou avanço de 0,06%em relação ao mês anterior. Já o aumento do feijão foi de 0,22%. Na comparaçãocom o mesmo período do ano passado, o café apresentaaumento de 40%, enquanto que o feijão apresenta variação de -62%.

Alaranja pelo segundo mês seguido apresenta avanço em seu preço passando acustar R$ 350,00 a tonelada, isto representa um incremento da ordem de 3,62% nacomparação com o mês de março. A falta de chuvas está provocando uma produçãoabaixo do normal nas regiões produtoras do estado. O preço da laranja está emum patamar elevado, isso porque, na comparação com o mesmo período do anopassado, a alta é de 105,88%.

Quedas de preço -  Pareceque o início da colheita do algodão esta provocando a queda em seu preço, jáque o mês passado registrou outra queda de 2,33%. A tendência é que esse preçocaia ainda mais, uma vez que este se encontra perto do patamar internacional. Nacomparação com 2013, o preço encontra-se em alta, com aumento de 12%.

Omamão apresentou forte queda em relação ao mês de março, com variação negativade 12,68%, entretanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, estácom variação positiva de 22,83%.

Amanga parece ter chegado ao seu fim no ciclo de aumentos de preço. No mês de abrila variação do preço foi -22,39%. Essa queda, segundo a EBDA de Juazeiro, écíclica e sempre ocorre durante o meio do ano. Na comparação com o mesmo mês doano passado ficou em -20,33%.

O preçoda soja apresentou um leve recuo de 0,07%. A tendência é que o preço caia aindamais nos próximos meses, já que a colheita deve aumentar a oferta do produto.Em relação a abril do ano passado, o registro é de alta de 22%.

Depoisda estabilidade verificada no mês de março, o milho voltou a subir no mês deabril. Mesmo com estimativas para uma produção bem maior que a do ano passado,a colheita ainda não teve seu início e o temor que a praga da lagarta do milhovolte a assolar essa cultura provoca esse aumento do produto. O avanço foi de4,75%, o que faz a saca de 60 kg custar R$ 25,14. Na contra mão da comparaçãomensal, o resultado da comparação com o mesmo período do ano passado é de-22,43% no preço do milho, resultado que mostra que o produto ainda não está empreços altos.