Em janeiro de 2015, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 10,1% frente ao mês imediatamente anterior, após queda no mês anterior, com taxa de -7,9%. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou declínio de 12,1%. O indicador, no acumulado nos últimos 12 meses, mostrou recuo de 3,2% frente ao mesmo período do ano anterior, queda mais intensa do que a observada em dezembro último (-2,8%). As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (Sei / Seplan).
No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou decréscimo de 12,1%, com sete das doze atividades pesquisadas, assinalando queda na produção. O setor de Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-50,7%) apresentou a principal influência negativa no período, influenciado, em grande parte, pela paralisação na produção de importante unidade produtiva do setor, com destaque para a redução na fabricação dos itens óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Metalurgia (-17,9%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-75,7%), Extrativa mineral (-7,8%), Produtos químicos (-2,4%), Produtos minerais não metálicos (-13,5%) e Bebidas (-17,0%). A principal contribuição positiva ficou com Veículos (145,2%), influenciada não só pela maior fabricação de automóveis, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que esse setor recuou 61,4% em janeiro de 2014. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Celulose, papel e produtos de papel (16,6%), Produtos alimentícios (4,7%) e Couros, artigos para viagem e calçados (12,3%).
No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 3,2%. Sete dos doze segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Veículos, que registrou queda de 11,9%. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-46,4%), Metalurgia (-10,5%) e Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,9%). Positivamente, destacaram-se Produtos químicos (6,4%), Produtos alimentícios (1,8%) e Celulose, papel e produtos de papel (1,6%).
A redução no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -5,2%, na comparação entre janeiro de 2015 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por dez dos quatorze locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Amazonas (-12,4%), Bahia (-12,1%), Paraná (-12,0%), Rio Grande do Sul (-11,3%) e Santa Catarina (-8,0%). Por outro lado, Espírito Santo (18,2%), Pará (6,4%), Mato Grosso (5,2%) e Pernambuco (3,3%) assinalaram taxas positivas nesse mês.
No acumulado dos últimos 12 meses, dez dos quatorze locais pesquisados apontaram taxas negativas em janeiro. As principais quedas no período foram registradas por Paraná (-6,6%), São Paulo (-6,2%), Amazonas (-5,6%), Rio Grande do Sul (-5,4%) e Bahia (-3,2%); enquanto Pará (8,7%), Espírito Santo (7,3%), Mato Grosso (3,3%) e Goiás (1,8%) apresentaram os maiores avanços.