Em março, varejo baiano recua em 0,1%

Publicado: 14/05/2015 Última atualização: 06/10/2026 às 09:45

O volume de vendas do comércio varejista na Bahia apresentou recuo de 0,1% no mês de março de 2015, em relação à igual mês do ano passado. Essa taxa mostra que houve uma redução no ritmo de queda, considerando que no mês de fevereiro a retração foi de 7,1 %, na mesma base de comparação. Ainda na mesma base de comparação, o varejo nacional cresceu 0,4%. Na análise sazonal, o comércio varejista na Bahia variou positivamente em 0,6%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (SEPLAN).

A sondagem realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou recuou de 2,9% Índice de Confiança do Consumidor (ICC), entre fevereiro e março de 2015, ao passar de 85,4 para 82,9 pontos. No mesmo sentido, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da FGV, também se observou variação negativa de 4,4% frente ao mês anterior.

Assim, um cenário adverso, marcado pela combinação de fatores continua contribuindo para que a confiança recue de forma intensa e disseminada entre os segmentos que compõe o setor. Entretanto, medidas isoladas como a Líquida Salvador verificado nos finais de fevereiro e início de março pode ter contribuído para uma estabilidade no volume de vendas da Bahia nesse mês de março, em relação ao mesmo mês de 2014.


Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade

Em março de 2015, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a março de 2014, revelam que três dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,0%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%). Registraram comportamento negativo: Combustíveis e lubrificantes (-2,8%); Tecidos, vestuário e calçados (-5,1%); Móveis e eletrodomésticos (-8,5%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,1%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,8%).

Em março, o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,7%) foi responsável pela maior influência positiva na formação da taxa do varejo. Essa atividade, por englobar diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, entre outros que comercializam produtos de menor valor agregado foi influenciada pela realização da Líquida Salvador, em que durante 11 dias os comerciantes locais fizeram promoções em mais de 7.500 pontos de vendas. Outro aspecto a ser considerado é o efeito calendário, uma vez que ao contrário do ano passado em que o carnaval foi realizado no mês de março, nesse ano o mesmo ocorreu no mês de fevereiro.

O segundo a contribuir positivamente para o volume de vendas foi o segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,0%). A expansão desse segmento, embora em ritmo menos acelerado, se justifica em razão da essencialidade desses produtos comercializados.

A atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, foi o terceiro a influenciar positivamente o setor. Apesar do crescimento dos preços de alimentos e bebidas em 0,46%, conforme dados do IPC-SEI, quando comparado ao mês de março do ano passado (0,90%), verifica-se um menor ritmo de crescimento dos preços, justificando o comportamento do setor nesse mês de março.

A queda na renda disponível, a seletividade do crédito e o aumento das taxas de juros afetaram negativamente os setores de bens duráveis, Móveis e eletrodomésticos e Equipamentos e escritório, informática e comunicação com quedas de 8,5% e 11,8%, respectivamente.


Comportamento do comércio varejista ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou em março acréscimo de 0,6% nas vendas. Nos últimos 12 meses a retração no volume de negócios foi de 1,3%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças voltou a registrar variação negativa (-0,3%), em relação à igual mês do ano anterior. O desempenho da atividade, em relação ao mesmo mês do ano anterior, continua refletindo o crédito mais seletivo por parte das financeiras, diante do nível de inadimplência. Outro aspecto a ressaltar é que a conjuntura desfavorável desestimula o consumidor a comprometer o orçamento por um período mais longo. Em relação ao segmento Material de Construção também se observa crescimento de 11,2% nas vendas no mês de março, em relação ao mesmo mês do ano de 2014. Esse comportamento foi influenciado pelo maior número de dias úteis nesse mês.