Em agosto, varejo baiano cai 12,2%

Publicado: 14/10/2015 Última atualização: 06/10/2026 às 09:44

No mês de agosto, o volume de vendas no Comércio Varejista da Bahia registrou queda de 12,2%, em relação a igual mês do ano passado. Na análise sazonal, os negócios mantêm cenários de desaquecimento. Nesse mês a taxa foi negativa em 1,8%. Esse resultado revela que o setor continua sofrendo os efeitos da retração da atividade econômica. Na mesma base de comparação, o varejo nacional também intensificou a queda (-6,9%). Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

No mês de agosto, a intensificação da trajetória de queda das vendas na Bahia continua refletindo à frágil confiança dos empresários e dos consumidores, dado o momento de retração econômica. Segundo analistas de mercado, trata-se do pior mês de agosto dos últimos 15 anos. Esse cenário se deve à elevadas taxas de juros, inflação, e enfraquecimento do mercado de trabalho que resultou numa redução do ímpeto dos consumidores em realizar a aquisição de novos produtos. Nem mesmo, a comemoração do Dia dos Pais conseguiu encorajá-los a irem às compras. De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada reduziu, passando de -1,1% em agosto/2014 para -3,8% em igual mês de 2015.

Em agosto de 2015, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a agosto de 2014, revelam que seis segmentos registraram comportamento negativo, dos oito que compõem o Indicador do Volume de Vendas, com exceção de Livros, jornais, revistas e papelaria (4,0%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%). Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se:Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,3%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,9%); Tecidos, vestuário e calçados (-18,2%); Móveis e eletrodomésticos (-18,3%);  Combustíveis e lubrificantes (-20,4%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-28,7%).

A preocupação com as vendas do comércio é agravada quando se observa que segmentos como  Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que normalmente comercializam itens de menor valor agregado, também foram atingidos.  O comprometimento das vendas nesse setor pode ser atribuído à redução da massa habitual real de salário que em agosto/2014 registrou  crescimento de 2,4% e em agosto/2015 caiu 5,4%.

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, têm-se: Combustíveis e lubrificantes, Móveis e eletrodomésticos (-18,3%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,9%).

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o maior peso para a queda verificada nas vendas no mês de agosto. Esse comportamento pode ser atribuído a alguns fatores como o crescimento dos preços dos combustíveis (11,1%)  no acumulado dos últimos 12 meses acima da inflação (9,5%), e, localmente, a paralisação por alguns dias dos transportes urbanos, no interior baiano, além do menor ritmo da atividade econômica.

O segundo a contribuir negativamente para o volume de vendas foi à atividade de Móveis e eletrodomésticos. Nos subgrupos Móveis e Eletrodomésticos a variações foram negativas em 13,4% e 20,6%, respectivamente, em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento reflete não somente a queda na renda disponível, a seletividade do crédito, mas também ao aumento das taxas de juros. Segundo informações do IBGE a taxa de juros do crédito às pessoas físicas de 27,9% a.a em agosto de 2014 passaram para 36,9% a. a. no mesmo mês de 2015. Além da retirada dos incentivos através da redução do IPI para diversos itens do segmento, especialmente, a “linha branca” e móveis.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista foi responsável pela terceira maior influência negativa na formação da taxa do varejo. No subgrupo Hipermercados e supermercados a vendas caíram em 6,9%. Este desempenho negativo foi influenciado pelo menor poder de compra da população, além da influência do comportamento dos preços do grupo alimentação no domicílio (10,9%), que cresceu acima do índice geral (9,5%) segundo dados do IPCA, divulgados pelo IBGE.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em agosto, decréscimo de 12,4% nas vendas, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 4,7%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 13,5%, em relação a igual mês do ano anterior. O desempenho da atividade, em relação ao mesmo mês do ano anterior, continua refletindo o crédito mais seletivo por parte das financeiras, o menor ritmo da atividade econômica, além do comprometimento da renda familiar. Em relação ao segmento Material de Construção, também se observa queda de 9,6% nas vendas no mês de agosto, quando comparado ao mesmo mês do ano de 2014, sendo reflexo das expectativas negativas sobre o quadro macroeconômico. 

Em agosto, varejo baiano intensifica ritmo de queda em 12,2%


No mês de agosto, o volume de vendas no Comércio Varejista da Bahia registrou queda de 12,2%, em relação a igual mês do ano passado. Na análise sazonal, os negócios mantêm cenários de desaquecimento. Nesse mês a taxa foi negativa em 1,8%. Esse resultado revela que o setor continua sofrendo os efeitos da retração da atividade econômica. Na mesma base de comparação, o varejo nacional também intensificou a queda (-6,9%). Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.


No mês de agosto, a intensificação da trajetória de queda das vendas na Bahia continua refletindo à frágil confiança dos empresários e dos consumidores, dado o momento de retração econômica. Segundo analistas de mercado, trata-se do pior mês de agosto dos últimos 15 anos. Esse cenário se deve à elevadas taxas de juros, inflação, e enfraquecimento do mercado de trabalho que resultou numa redução do ímpeto dos consumidores em realizar a aquisição de novos produtos. Nem mesmo, a comemoração do Dia dos Pais conseguiu encorajá-los a irem às compras. De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada reduziu, passando de -1,1% em agosto/2014 para -3,8% em igual mês de 2015.


Em agosto de 2015, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a agosto de 2014, revelam que seis segmentos registraram comportamento negativo, dos oito que compõem o Indicador do Volume de Vendas, com exceção de Livros, jornais, revistas e papelaria (4,0%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%). Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se:Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,3%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,9%); Tecidos, vestuário e calçados (-18,2%); Móveis e eletrodomésticos (-18,3%);  Combustíveis e lubrificantes (-20,4%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-28,7%).


A preocupação com as vendas do comércio é agravada quando se observa que segmentos como  Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que normalmente comercializam itens de menor valor agregado, também foram atingidos.  O comprometimento das vendas nesse setor pode ser atribuído à redução da massa habitual real de salário que em agosto/2014 registrou  crescimento de 2,4% e em agosto/2015 caiu 5,4%.


Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, têm-se: Combustíveis e lubrificantes, Móveis e eletrodomésticos (-18,3%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,9%).


O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o maior peso para a queda verificada nas vendas no mês de agosto. Esse comportamento pode ser atribuído a alguns fatores como o crescimento dos preços dos combustíveis (11,1%)  no acumulado dos últimos 12 meses acima da inflação (9,5%), e, localmente, a paralisação por alguns dias dos transportes urbanos, no interior baiano, além do menor ritmo da atividade econômica.


O segundo a contribuir negativamente para o volume de vendas foi à atividade de Móveis e eletrodomésticos. Nos subgrupos Móveis e Eletrodomésticos a variações foram negativas em 13,4% e 20,6%, respectivamente, em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento reflete não somente a queda na renda disponível, a seletividade do crédito, mas também ao aumento das taxas de juros. Segundo informações do IBGE a taxa de juros do crédito às pessoas físicas de 27,9% a.a em agosto de 2014 passaram para 36,9% a. a. no mesmo mês de 2015. Além da retirada dos incentivos através da redução do IPI para diversos itens do segmento, especialmente, a “linha branca” e móveis.

 

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista foi responsável pela terceira maior influência negativa na formação da taxa do varejo. No subgrupo Hipermercados e supermercados a vendas caíram em 6,9%. Este desempenho negativo foi influenciado pelo menor poder de compra da população, além da influência do comportamento dos preços do grupo alimentação no domicílio (10,9%), que cresceu acima do índice geral (9,5%) segundo dados do IPCA, divulgados pelo IBGE.


O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em agosto, decréscimo de 12,4% nas vendas, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 4,7%.


O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 13,5%, em relação a igual mês do ano anterior. O desempenho da atividade, em relação ao mesmo mês do ano anterior, continua refletindo o crédito mais seletivo por parte das financeiras, o menor ritmo da atividade econômica, além do comprometimento da renda familiar. Em relação ao segmento Material de Construção, também se observa queda de 9,6% nas vendas no mês de agosto, quando comparado ao mesmo mês do ano de 2014, sendo reflexo das expectativas negativas sobre o quadro macroeconômico.