O Índice de Commodities Agrícolas da Bahia (ICAB)[1], acompanhado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou alta de 6,6% em maio de 2016, na comparação com o mês anterior, alcançando 138,0 pontos (Gráfico 1). Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o indicador teve uma elevação de 26,0%, 10,0 p.p. acima do mês anterior. Nos primeiros meses do ano, o indicador avançou 18,8%, 2,0 p.p. sobre a mesma comparação do mês anterior. Já na comparação dos últimos 12 meses, a elevação do indicador de preços superou 2,3 p.p. o indicador do mês anterior, ficando em 15,5%. Dentre os itens que compõem a cesta, apenas uva, café e algodão não tiveram variações positivas nas cotações.
A cotação média do algodão sofreu variação negativa de 3,3% em abril, após três meses mantendo-se em mesmo patamar, alcançando R$ 80,11/arroba. Devido à estiagem e ao aumento dos custos de produção, espera-se uma menor produção de algodão no estado para a safra atual. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP (Cepea) o cenário nacional também foi de ligeira queda do preço da pluma, associado à presença mais ativa de tradings nas vendas, especialmente na segunda quinzena do mês. Indústrias e comerciantes também estiveram ativos, mas foram cautelosos na aquisição da pluma, evitando pagar valores muito maiores.
Após meses de estabilidade, em maio o preço do cacau voltou a elevar-se para o produtor baiano, quando atingiu a cotação média de R$ 155,50 por arroba, uma alta de 8,3% em relação ao mês anterior. A região produtora do estado tem sido afetada pela estiagem, prejudicando a oferta na safra atual. A última semana do mês foi marcada por forte especulação na bolsa de Nova Iorque, onde a amêndoa é cotada, em função de um menor nível de transações na Costa do Marfim e de problemas com a qualidade do produto.
A cotação do café arábica tipo duro caiu 2,0 % em maio, interrompendo uma trajetória de valorização nos últimos meses. O preço médio alcançado pela saca de 60 kg ficou em R$ 407,00.
Os preços do feijão voltaram a subir em maio, alcançando a média de R$ 308,00 a saca com 60 kg, uma alta de 14,0% em relação ao mês anterior. Os aumentos do preço do feijão têm sido provocados pela escassez do produto diante da quebra de produção nas principais regiões produtoras do estado e do país.
O preço do milho voltou a subir no mercado baiano em maio com forte variação de 15,3% em relação ao mês anterior. A cotação da saca do cereal com 60 kg atingiu, em média, R$ 47,45. As condições climáticas adversas e a baixa oferta explicam a tendência de alta dos preços nas principais praças produtoras do país. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP (Cepea), os preços ainda estiveram em alta em maio, em diferentes regiões do Brasil, onde a disputa pelo produto disponível esteve acirrada. O início da colheita da segunda safra no final de maio, no entanto, limitou o ritmo de aumento nos preços.
O preço da soja no estado teve uma elevação de 16,6% em maio, com o valor da saca de 60 kg alcançando R$ 76,50. Com a firme demanda mundial e a quebra da safra argentina, os preços da soja tiveram forte alta no mercado internacional, afetando os preços domésticos.
A cotação da laranja ficou estável no valor médio de R$ 400,00 por tonelada. O preço da caixa de uva com 7 kg teve queda de 3,9% em maio, registrando a cotação média de R$ 86,50. O preço do quilo da manga teve uma alta de 72,1%, alcançando o valor de R$ 2,65. O preço do mamão (caixa de 8 kg) obteve novo avanço, desta vez a alta foi de 27,1%, o que fez atingir a cotação média de R$ 17,80.
[1] O objetivo do índice é observar variações nos preços dos principais produtos agrícolas comercializáveis (tradables) pelo estado da Bahia. Os itens que compõem a cesta de commodities pesquisadas são: algodão, café, cacau, feijão, laranja, mamão, manga, milho, soja e uva.