Publicado: 26/03/2008
Última atualização: 06/10/2026 às 09:56
Apesar da Bahia liderar com folga o ranking nacional da produção de mamona, somente 1,1% da produção de óleo vegetal do Brasil é derivada dessa cultura, enquanto expressivos 91% são oriundos da soja. Esta foi uma das informações apresentadas no quarto dia das Rodadas de Discussão sobre Biodiesel, que debateu a logística para a produção e comercialização do produto. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que participou do evento na tarde da última terça-feira (25), apresentou dados do seu Planejamento integrado de logística de biocombustíveis, um mapeamento de competitividade do setor produzido em parceria com Instituto de Pós-graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead/UFRJ).
Entre as questões levantadas estiveram a concentração das plantas esmagadoras no Centro-Sul do país, o que dificulta a inserção do Nordeste na cadeia, e as dificuldades de inserir a agricultura familiar neste processo. De acordo com o estudo, a melhor forma de baixar o preço da produção de biodiesel é a verticalização, onde uma mesma empresa controla todas as fases da cadeia de produção. Contudo, somente nas usinas com a produção de, no mínimo, 100.000 t/ano, a verticalização é economicamente viável. “O grande desafio é inserir a agricultura familiar nesse processo e uma das formas para isso é o incentivo à formação de cooperativas para a venda de grãos”, disse o professor Marcos Benzecry, do Coppead/UFRJ.
O estudo mapeou a cadeia de produção, abordando custos, configurações logísticas regionais e um plano estratégico de ação, a partir da observação das seis principais culturas de oleaginosas – soja, algodão, dendê, amendoim, mamona e girassol. Constatou-se que a Bahia lidera, com folga, o ranking nacional de produção de mamona, com 79%, amarga módicos 0,3% de participação na produção de girassol e 5% da produção de soja, mas, segundo Benzecry, “até mesmo a produção de biodiesel através do sebo animal é mais competitivo que o de mamona”.
Atualmente existem 52 empresas autorizadas a produzir biodiesel no país, com um, potencial de 41,5 bilhões de litros de diesel/ano, sendo que 7,49% dessa produção encontra-se no estado. “A Bahia possui um grande potencial, com uma capacidade enorme situada no oeste. Entretanto precisa melhorar a logística de distribuição, pois a maioria das distribuidoras está localizada no litoral”, disse Manoel de Castro Neto, da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Ele chegou a afirmar que a era do petróleo estava acabando e, juntamente com isso, aumentam as chances de o Brasil se consolidar como um dos mais importantes fornecedores de combustível do mundo. “A capacidade de produção do Brasil é ilimitada”, declarou. Ele ressaltou as condições privilegiadas do país em termos de solo e clima para a produção de biocombustível em larga escala e destacou a boa estruturação da Bahia para a chegada do setor.
Da perspectiva do segmento privado, o coordenador logístico da Comanche Clean Energy, Demerval Rodrigues, revelou que vêm sendo feitos grandes investimentos no setor, com o intuito de transformar os biocombustíveis em commodities mundiais. Rodrigues anunciou a implantação de uma nova unidade da Comanche no Maranhão, totalmente verticalizada. A Comanche afirma que escolheu a Bahia para se instalar por considerá-la extremamente atrativa para a produção de biocombustíveis: clima e solo adequados, disponibilidade de área para novas plantações, existência de diversas matérias-primas, de infra-estrutura e de incentivos.
A empresa vem produzindo pesquisas a partir de pinhão-manso e girassol no interior do estado. “É preciso ratificar que, por enquanto, as pesquisas são puramente com uma visão no futuro, como forma de redução de custos na produção. Por enquanto, o biodiesel da Comanche é feito a partir de soja, gordura residual e sebo animal”, afirmou Rodrigues.
Entre as questões levantadas estiveram a concentração das plantas esmagadoras no Centro-Sul do país, o que dificulta a inserção do Nordeste na cadeia, e as dificuldades de inserir a agricultura familiar neste processo. De acordo com o estudo, a melhor forma de baixar o preço da produção de biodiesel é a verticalização, onde uma mesma empresa controla todas as fases da cadeia de produção. Contudo, somente nas usinas com a produção de, no mínimo, 100.000 t/ano, a verticalização é economicamente viável. “O grande desafio é inserir a agricultura familiar nesse processo e uma das formas para isso é o incentivo à formação de cooperativas para a venda de grãos”, disse o professor Marcos Benzecry, do Coppead/UFRJ.
O estudo mapeou a cadeia de produção, abordando custos, configurações logísticas regionais e um plano estratégico de ação, a partir da observação das seis principais culturas de oleaginosas – soja, algodão, dendê, amendoim, mamona e girassol. Constatou-se que a Bahia lidera, com folga, o ranking nacional de produção de mamona, com 79%, amarga módicos 0,3% de participação na produção de girassol e 5% da produção de soja, mas, segundo Benzecry, “até mesmo a produção de biodiesel através do sebo animal é mais competitivo que o de mamona”.
Atualmente existem 52 empresas autorizadas a produzir biodiesel no país, com um, potencial de 41,5 bilhões de litros de diesel/ano, sendo que 7,49% dessa produção encontra-se no estado. “A Bahia possui um grande potencial, com uma capacidade enorme situada no oeste. Entretanto precisa melhorar a logística de distribuição, pois a maioria das distribuidoras está localizada no litoral”, disse Manoel de Castro Neto, da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Ele chegou a afirmar que a era do petróleo estava acabando e, juntamente com isso, aumentam as chances de o Brasil se consolidar como um dos mais importantes fornecedores de combustível do mundo. “A capacidade de produção do Brasil é ilimitada”, declarou. Ele ressaltou as condições privilegiadas do país em termos de solo e clima para a produção de biocombustível em larga escala e destacou a boa estruturação da Bahia para a chegada do setor.
Da perspectiva do segmento privado, o coordenador logístico da Comanche Clean Energy, Demerval Rodrigues, revelou que vêm sendo feitos grandes investimentos no setor, com o intuito de transformar os biocombustíveis em commodities mundiais. Rodrigues anunciou a implantação de uma nova unidade da Comanche no Maranhão, totalmente verticalizada. A Comanche afirma que escolheu a Bahia para se instalar por considerá-la extremamente atrativa para a produção de biocombustíveis: clima e solo adequados, disponibilidade de área para novas plantações, existência de diversas matérias-primas, de infra-estrutura e de incentivos.
A empresa vem produzindo pesquisas a partir de pinhão-manso e girassol no interior do estado. “É preciso ratificar que, por enquanto, as pesquisas são puramente com uma visão no futuro, como forma de redução de custos na produção. Por enquanto, o biodiesel da Comanche é feito a partir de soja, gordura residual e sebo animal”, afirmou Rodrigues.