Rede - Setoriais discutem formação da rede de informações estatísticas

Publicado: 07/05/2008 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56
Estabelecer uma política de produção de estatísticas para o Estado é fundamental para as ações de planejamento, gestão e controle social. Pensando nisso, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, e outras setoriais do Governo iniciaram hoje (7) a formação da Rede de Informações Estatísticas do Estado. Representantes de oito secretarias apresentaram, durante reunião realizada esta manhã, suas demandas na área. A função desta rede é integrar os indicadores e as estatísticas de todos os órgãos estaduais, otimizando e facilitando o uso destes dados.

A construção da rede será encaminhada por um grupo de trabalho formado por servidores das setoriais envolvidas. “A intenção é fortalecer as relações entre os órgãos”, explicou Geraldo Reis, diretor geral da SEI. O intuito é que cada setorial contribua com suas experiências na área. “Nada melhor que a Secretaria de Segurança para saber da segurança e o mesmo vale para todas as outras”, disse Jair Soares, coordenador de Métodos e Indicadores da SEI.

Um próximo encontro para avançar o projeto ficou agendado para o dia 14 de maio, na Secult, devendo comparecer os mesmos representantes que estiveram presentes na reunião desta manhã, onde foram representadas as secretarias de Educação (SEC), de Turismo (Setur), da Saúde (Sesab), da Segurança Pública (SSP), de Cultura (Secult), de Desenvolvimento Urbano (Sedes), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJDH).

Atualmente, o Estado não possui uma frente de trabalho voltada para a produção e integração de dados estatísticos. O compartilhamento de informações entre as secretarias é deficiente, o que inviabiliza uma análise sistêmica do governo. “Muitas vezes um problema da Segurança tem relação com Educação, Saúde e o diagnóstico geral não pode ser feito. A causa acaba sendo ignorada”, afirmou Soares.

Outra decorrência da falta de centralização das informações é a duplicação da coleta de dados, que acarreta em uma desnecessária sobrecarga de trabalho e a falta de compatibilidade com informações já existentes, algo recorrente.

O interior do estado é a região mais afetada pela a ausência de uma rede de dados. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) sugeriu, durante a reunião, a criação de um portal que reúna informações estatísticas de todos os órgãos e possibilite o cruzamento destes dados, evitando que as informações cheguem defasadas às setoriais interessadas.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) também enfrenta problemas. Com o início das obras do PAC, a necessidade de informações estatísticas – no âmbito da habitação, por exemplo – aumentou sensivelmente, no entanto a oferta de dados é escassa. Hoje, a SEDUR utiliza informações secundárias, fornecidas por instituições como o IBGE. Apenas um dado é produzido pela secretaria, o de número de habitações construídas pelo órgão.

Carlota Gotshall, da Secretaria de Cultura (Secult), ressaltou a importância do trabalho iniciado pela SEI. “Este trabalho da SEI é super importante. Sempre tivemos essa idéia de trabalhar conjuntamente”, afirmou ela, que admitiu falhas no banco de dados da Secult. “Partimos do zero. A secretaria de cultura se desmembrou do turismo nesse governo e só tínhamos informações de turismo”.