Inflação de Salvador sobe 0,30%, aponta pesquisa

13/04/2009

Salvador - A inflação cresceu 0,30% em Salvador no mês de março, resultado inferior ao verificado em fevereiro de 2009, cujo crescimento foi de 0,36%, e também menor que a de março de 2008, de 0,52%. Estes dados foram obtidos por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), pesquisa realizada e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Os produtos e serviços que mais influenciaram na expansão da taxa foram contribuição financeira – conselho de classe (4,10%), plano de saúde (1,63%), automóvel novo (0,98%), cerimônias familiares e religiosas (4%), refeição a la carte (1,99%), empregado doméstico (1,58%), emplacamento e licença (5,55%), banana-prata (16,67%), calça comprida feminina (4,63%) e forno micro-ondas (12,10%).

Os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram excursão não escolar (5,42%), perfume (4,71%), cruzeiro marítimo (5%), feijão rajado (6,40%), carne bovina “chupa-molho” (4,39%), gasolina (0,37%), microcomputador e impressora (3,17%), saia feminina (6,31%), bolsa feminina (8,29%) e camisa masculina (1,33%).

Considerando apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram em março foram cenoura (17,87%), cinto feminino (17,45%), banana-prata (16,67%), mala (16,12%), coentro (15,71%), forno microondas (12,10%), toalha de mesa (11,70%), cebolinha (11,11%), abacaxi (10,70%) e preservativo masculino (10,05%).

Cesta Cai- Em março, o preço da cesta básica retraiu novamente. O custo que era de R$ 177,96, em fevereiro, passou para R$ 174,77, uma redução de 1,44%.

Dos 12 produtos que compõem a cesta, sete tiveram queda nos preços tomate (-4,91%), carne bovina cruz machado (-3,24%), café moído (-1,65%), feijão mulatinho (-1,42%), farinha de mandioca (-0,99%), pão francês (-0,56%) e arroz (-0,46%). Quatro produtos tiveram aumento: banana-prata (3,26%), açúcar cristal (2,40%), óleo de soja (1,10%) e manteiga (0,41%). E somente o leite pasteurizado permaneceu estável.

De acordo com a pesquisa, o trabalhador comprometeu, aproximadamente, 37,58% do salário mínimo, R$ 465, para comprar a cesta básica.