21/02/2009
A taxa de desemprego em Salvador e região metropolitana ficou em 11,2% em janeiro, o que representa um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Em relação a igual mês de 2008, porém, houve uma pequeno recuo de 0,1 ponto percentual.
As informações foram divulgadas ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice do mês passado significa a menor taxa de desocupação para um mês de janeiro, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2003. Ainda assim, Salvador e região apresentaram as maiores taxas de desocupação no mês passado entre as seis regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE. A capital baiana foi a única a registrar desemprego em dois dígitos, contra 9,4% em São Paulo, 8,6% em Recife, 6,6% no Rio de Janeiro, 6,4% em Belo Horizonte e 5,6% em Porto Alegre.
De acordo com estimativas da pesquisa, a renda real do trabalhador baiano ficou em R$ 1.021 em janeiro, uma queda de 5,6%, na comparação com o mês anterior. O rendimento apurado no mercado local ainda ficou abaixo da média das seis metrópoles componentes da PME, que registrou R$ 1.318,70. De acordo com a PME, houve acréscimo de 15% no volume de postos de trabalho no setor de serviço Região Metropolitana de Salvador em janeiro, na comparação com o igual período do ano passado.
O vice-coordenador do mestrado em economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Balanco, pondera que o mercado de trabalho na capital baiana deve passar por uma suave recuperação em fevereiro, por conta do verão e do Carnaval, com o impulso dado no período a atividades relacionadas com o lazer. Ele, porém, acrescenta que a recuperação deve ser influenciada pelas contratações temporárias, além do aquecimento do mercado informal, que gera renda para a população.
“Nos períodos de crise, os empregos formais são negativamente afetados”, prossegue Balanco.
De acordo com a PME, o desemprego em Salvador e região em janeiro se manteve estável, em relação ao mês anterior. Porém, dados recém divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), constantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelaram a extinção de 1.146 vagas em Salvador e região. A diferença é porque, no Caged, constam apenas os empregos formais.
Geraldo Reis, diretor da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), espera que a retração do emprego seja menor em fevereiro. “Isso pode apontar o início de uma possível recuperação do mercado de trabalho entre abril e maio”, afirma ele.
PAÍS – No conjunto das seis principais regiões metropolitanas do País pesquisadas a taxa de desemprego subiu de 6,8% em dezembro para 8,2% em janeiro.
Em janeiro de 2008, a taxa havia sido de 8%. “Nem na época da recessão de 2003 houve um aumento no número de desocupados dessa magnitude, foi um janeiro diferente, mais cruel, sem dúvida”, disse o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.
Das sete atividades pesquisadas pelo IBGE, seis demitiram trabalhadores. O maior número de demissões foi registrado no comércio (queda de 2,5% na ocupação ante dezembro, com dispensa de 105 mil trabalhadores), o que já era esperado, já que esse segmento dispensa tradicionalmente, em janeiro, os funcionários temporários. Na construção, houve queda de 4,7% no número de ocupados, com perda de 75 mil vagas.
As informações foram divulgadas ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice do mês passado significa a menor taxa de desocupação para um mês de janeiro, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2003. Ainda assim, Salvador e região apresentaram as maiores taxas de desocupação no mês passado entre as seis regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE. A capital baiana foi a única a registrar desemprego em dois dígitos, contra 9,4% em São Paulo, 8,6% em Recife, 6,6% no Rio de Janeiro, 6,4% em Belo Horizonte e 5,6% em Porto Alegre.
De acordo com estimativas da pesquisa, a renda real do trabalhador baiano ficou em R$ 1.021 em janeiro, uma queda de 5,6%, na comparação com o mês anterior. O rendimento apurado no mercado local ainda ficou abaixo da média das seis metrópoles componentes da PME, que registrou R$ 1.318,70. De acordo com a PME, houve acréscimo de 15% no volume de postos de trabalho no setor de serviço Região Metropolitana de Salvador em janeiro, na comparação com o igual período do ano passado.
O vice-coordenador do mestrado em economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Balanco, pondera que o mercado de trabalho na capital baiana deve passar por uma suave recuperação em fevereiro, por conta do verão e do Carnaval, com o impulso dado no período a atividades relacionadas com o lazer. Ele, porém, acrescenta que a recuperação deve ser influenciada pelas contratações temporárias, além do aquecimento do mercado informal, que gera renda para a população.
“Nos períodos de crise, os empregos formais são negativamente afetados”, prossegue Balanco.
De acordo com a PME, o desemprego em Salvador e região em janeiro se manteve estável, em relação ao mês anterior. Porém, dados recém divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), constantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelaram a extinção de 1.146 vagas em Salvador e região. A diferença é porque, no Caged, constam apenas os empregos formais.
Geraldo Reis, diretor da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), espera que a retração do emprego seja menor em fevereiro. “Isso pode apontar o início de uma possível recuperação do mercado de trabalho entre abril e maio”, afirma ele.
PAÍS – No conjunto das seis principais regiões metropolitanas do País pesquisadas a taxa de desemprego subiu de 6,8% em dezembro para 8,2% em janeiro.
Em janeiro de 2008, a taxa havia sido de 8%. “Nem na época da recessão de 2003 houve um aumento no número de desocupados dessa magnitude, foi um janeiro diferente, mais cruel, sem dúvida”, disse o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.
Das sete atividades pesquisadas pelo IBGE, seis demitiram trabalhadores. O maior número de demissões foi registrado no comércio (queda de 2,5% na ocupação ante dezembro, com dispensa de 105 mil trabalhadores), o que já era esperado, já que esse segmento dispensa tradicionalmente, em janeiro, os funcionários temporários. Na construção, houve queda de 4,7% no número de ocupados, com perda de 75 mil vagas.