PIB baiano pode crescer 2,2% este ano, é o que prevê a Sei

03/04/2009
As projeções indicam que o Produto Interno Bruto baiano poderá crescer 2,2% este ano. A previsão de expansão é menor do que as registradas em 2006 (2,7%), 2007 (4,5%) e 2008 (4,8%), mas indica que o Estado deverá crescer acima da média nacional e não seguirá a tendência de recessão econômica que afetará grande parte das economias mundiais. Projeções do Ministério da Fazenda e do Banco Central estimam que o PIB nacional deverá ficar em torno de 2,0% e 1,2%, respectivamente.

As projeções do crescimento baiano são da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural (CAC) da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). A previsão é realizada com base em modelagem econométrica e serve para balizar as projeções de receita e despesa do Estado na elaboração do Orçamento.

"Sinalizamos que este primeiro trimestre ainda é de retração na economia baiana, com possibilidade de queda no PIB. O setor de serviços é o único que deverá sustentar crescimento neste período. Mas, nos trimestres subsequentes a projeção da SEI é de tendência de crescimento, com o PIB expandindo progressivamente ao longo dos trimestres, podendo alcançar a média de 2,2% no ano de 2009. Serviços deve ter o melhor desempenho entre os grupos, em torno de 3,1%, seguido da agropecuária (1,8%) e da indústria (0,8%)", explica o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.

O setor de serviços é o de maior peso na economia do Estado, respondendo por cerca de 62% das riquezas, e é o que sofre menor influência do mercado externo. O setor é bastante influenciado pelos investimentos públicos, em especial na saúde e na educação, e pelo comércio, que vem em ritmo de expansão há cinco anos, apesar de estar um pouco reprimido, neste início de ano, em função da redução da concessão de crédito. Este segmento é menos impactado pela crise porque não depende de demandas externas. Sua produção e consumo são internos.

A recuperação do salário mínimo, que este ano teve ganho real de 6%, os programas de transferência de renda e a relativa estabilidade da taxa de desemprego também colaboram para o desempenho do setor de Serviços, potencializando especialmente o consumo das famílias, que representa cerca de 60% do PIB. O consumo pode ser observado pelo segmento de supermercados, produtos alimentícios, bebida e fumo, que cresceu em média 7% nos últimos três anos.