Salvador recebeu, nesta terça-feira (16), a abertura oficial do Geopública 2025 e do State of the Map Brasil (SotM Brasil) 2025, dois dos principais encontros nacionais sobre geotecnologias, inteligência artificial e mapas colaborativos. O evento, que segue até sexta-feira (19), reúne especialistas, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e representantes da sociedade civil no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia, com transmissão ao vivo pelo canal SEI Bahia no YouTube.
Na mesa de abertura, o diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Acácio Ferreira, destacou a importância do encontro para a gestão pública e para a sociedade: “A geoinformação e a inteligência artificial têm hoje um papel decisivo para aprimorar a tomada de decisão. Nosso objetivo é aproximar a ciência e a tecnologia das demandas do Estado e de toda a sociedade, garantindo mais eficiência, transparência e inovação”.
Representando a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a professora Patrícia Brito ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa: “Este é um espaço de convergência entre a academia, o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil. Aqui, podemos compartilhar conhecimento e construir soluções conjuntas, fortalecendo a pesquisa e o uso social das geotecnologias”.
A palestra de abertura foi ministrada pela professora Silvana Camboim, da Universidade Federal do Paraná, referência nacional em mapeamento colaborativo e ciência aberta. A professora situou o cenário atual da inteligência geoespacial coletiva, em que os dados são constantemente produzidos e aprimorados por comunidades engajadas. “A integração entre colaboração e inteligência artificial redefine o modo como construímos conhecimento sobre os territórios”.
O primeiro painel do dia, dedicado à inteligência artificial e geoinformação, reuniu três grandes nomes do desenvolvimento em IA do Brasil: Alex Winetzki (Woopi/Grupo Stefanini), Ronaldo Costa (UFG) e Luciano Rebouças (UFBA). Eles apresentaram recentes avanços e aplicações de IA e GeoIA no país, e abordaram a importância da regulamentação e da educação da sociedade para o uso responsável das tecnologias de poder.
Na parte da tarde, Karine Ferreira apresentou o Brazil Data Cube (BDC), iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que organiza grandes volumes de imagens de satélite do Brasil para facilitar o monitoramento ambiental, a análise de uso e cobertura do solo e outras aplicações usando inteligência artificial e big data.
E no último painel do dia, Rogério Borba (IBGE), Marcelo Dourado (SEI) e Jaime Gama (Grupo Gartner) abordaram a importância da política de governança de dados para as instituições públicas.
O evento segue com debates sobre inteligência artificial, mapas livres, sensoriamento remoto e governança pública, consolidando Salvador como um polo nacional de inovação geoespacial.