Bahia cria 9.792 empregos em julho

Publicado: 18/08/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:56

Bahia registra o segundo maior saldo de emprego do País em julho



Em julho, a Bahia registrou novos 9.792 empregos celetistas, um crescimento de 0,72% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês de junho. Segundo análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED/ MTE), este resultado foi o melhor dos meses de julho já registrados pelo CAGED na Bahia e o segundo melhor resultado do País, atrás apenas de São Paulo (52.811). O saldo decorreu, principalmente, da expansão nos setores da construção civil (+ 3.824), dos serviços (+2.532), da Agropecuária (+1.470 postos), da indústria de transformação (+ 995) e do comércio (+980).

No ano (janeiro a julho), a Bahia acumula a criação de novos 32.890 postos, um incremento de 2,45%, acima das médias nacional (1,37%) e nordestina (-0,58%), fazendo a Bahia continuar líder na região Nordeste na geração de postos formais.

Na avaliação do secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, a ampliação de postos de trabalho é um sinal concreto de que a economia começa a retomar o crescimento de forma consistente. "O comportamento de quase todos os setores da economia é positivo, em particular o da construção civil, que representou 39% dos empregos gerados, e o de serviços, com 26%", ressalta Pinheiro, lembrando ainda que ao analisar a evolução da criação de empregos nos últimos anos no mês de julho deixa claro a importância desse resultado (9.792), especialmente em um ano de crise.

O saldo de julho foi obtido pela diferença entre os 57.724 trabalhadores admitidos e os 47.932 desligados, ficando significativamente superior ao resultado de junho (6.119). “O saldo atual ratifica a tendência de ampliação progressiva do emprego ao longo de 2009, refletindo o abrandamento dos efeitos da crise”, diz Geraldo Reis, diretor-geral da SEI. “Os números confirmam nossa previsão anterior de que iríamos dar um salto qualitativo entre o primeiro e o segundo semestre deste ano”, lembra o diretor.

Entre os setores, a Administração Pública foi o único com resultado negativo, -134 postos. As vagas celetistas este mês foram criadas de forma proporcional pela Região Metropolitana de Salvador (4.894 empregos, equivalendo a aproximadamente 50,0% do total estadual) e pelo interior (com 4.898 postos, praticamente 50,0%).

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os dez maiores saldos foram em Salvador (3.761, +0,73%), Casa Nova (1.227, +21,6%), Juazeiro (863, +3,4%), Lauro de Freitas (708, +0,88), Barra do Choça (627, +25,93), Camaçari (357, +0,61%), Feira de Santana (309, +0,4%), Jequié (298, 2%), Maragogipe (241, +20,81%) e Vitória da Conquista (194, +0,42%).

Resultados do ano de 2009

Nos sete primeiros meses de 2009, o saldo de 32.890 postos foram influenciados, sobretudo, pelos desempenhos da Construção Civil e dos Serviços, com novos 10.426 e 10.348 empregos, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi a Agropecuária (9.850). Por outro lado, a Extrativa Mineral foi o setor com maior saldo negativo, fechando 680 postos de trabalho no ano.

O estoque de emprego do ano foi gerado mais no interior do estado ou área não metropolitana, com 21.042 empregos ou 64,0% do total, enquanto a RMS criou 11.848, o equivalente a 36,0%.

Brasil - Em julho, foram criados no Brasil 138.402 novos empregos com carteira assinada, o maior saldo de 2009 e quarto maior da história para o mês de julho. O crescimento do emprego foi de 0,43%. No ano, foram abertas 437.908 novas vagas de trabalho formal, alta de 1,37% no número de celetistas. Segundo o CAGED, o mês de julho apresentou o melhor saldo entre os sete primeiros meses do ano. O desempenho favorável de julho consolida o processo de recuperação do emprego formal, tendo em vista que alcança o mesmo patamar que os meses de julho dos últimos6 anos (2003 a 2008), período mais favorável de geração de emprego formal no país, cuja média atingiu 140.218 postos de trabalho.