Mais de 700 pessoas prestigiaram o primeiro dia do V Encontro de Economia Baiana (EEB), que teve início ontem (17), no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador.
Mais de 700 pessoas prestigiaram o primeiro dia do V Encontro de Economia Baiana (EEB), que teve início ontem (17), no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador. O evento, realizado pela SEI, Desenbahia e o Mestradoem Economia da UFBA, foi aberto pelosecretário do Planejamento do Estado, Walter Pinheiro, que apresentou também a palestra “O Panorama das Políticas Públicas e o Desenvolvimento Baiano”. Na seqüência, o experiente economista João Paulo Magalhães abordou o tema “Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil”, onde fez uma crítica aberta o modelo neoliberal.Na mesa de abertura, estavam ainda o diretor-geral da SEI, José Geraldo Reis, o dirigente da Desenbahia, Luiz Petitinga, o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Afonso Florence, o presidente do Banco do Nordeste, Nilo Meira, o diretor-superintendente do Sebrae, Edival Passos, Nilmário Miranda, da Fundação Perseu Abramo, Davidson Magalhães, da Bahiagás, e o professor Luiz Campos, representando a UFBA.
O diretor da SEI, Geraldo Reis, em sua fala de abertura, ressaltou a importância do evento para o debate sobre a atual conjuntura da economia do estado, lembrando que na véspera deste encontro, mais precisamente no dia 15 de setembro, havia se completado um ano da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, já considerado o quarto maior dos Estados Unidos no setor, fato que marcou o início da crise financeira mundial. Reis mencionou um importante diferencial desta crise no Brasil, que "pela primeira vez não afeta os estratos sociais e econômicos mais baixos" e fez um levantamento dos indicadores divulgados pela SEI este ano, com destaque para o crescimento do PIB no segundo trimestre em 0,6% e para a geração de quase 44 mil empregos. Com bons resultados para os serviços e o comércio, o aumento da renda, do emprego e a tendência de aquecimento na indústria, o diretor da SEI afirmou que o PIB terá ênfase no quarto trimestre de 2009: "Não será surpresa se a Bahia crescer mais de 1,0% este ano, pois está dentro do que é monitorado".
O secretário Walter Pinheiro inaugurou este ano a participação efetiva do Governo do Estado no EEB. Com a palestra sobre “O Panorama das Políticas Públicas e o Desenvolvimento Baiano”, o titular da pasta do Planejamento (Seplan) traçou um histórico da economia baiana, destacando que o passivo acumulado reflete-se em uma base produtiva pouco diversificada e concentrada espacialmente, cadeias produtivas com baixo valor agregado, reduzida oferta de serviços sociais e uma limitada capacidade empreendedora dos agentes de fomento. “Ao longo dos anos não houve projetos que dotassem a Bahia de infraestrutura e logística, bem como de pólos de desenvolvimentos regionais que tornasse o nosso Estado rota de integração do país”, destaca Pinheiro, que atendeu de forma democrática às perguntas da platéia do Encontro.
Ainda ontem, no início da tarde, o professor da UFBA Luiz Filgueiras tratou da “Crise Geral do Capitalismo: possibilidades e limites de sua superação”, quando explanou sobre os motivos que levaram o mundo a ter passado pela mais recente crise econômica. Filgueiras foi apocalíptico em sua análise. Segundo ele, novas crises virão já que o sistema de controle financeiro dos Estados Unidos ainda não sofreu grandes mudanças após os problemas causados pelo crédito sub-prime, tendo, inclusive, muitos dos dirigentes dos bancos falidos assumido cargos de direção em outras instituições financeiras que ele chamou de “zumbis”.
O V Encontro de Economia termina na tarde de hoje (18).