Desemprego diminui pelo quarto mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador

Publicado: 28/10/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:55

O desemprego reduziu pelo quarto mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS).



O desemprego reduziu pelo quarto mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Enquanto a taxa foi de 20% em agosto, no mês de setembro ela passou para 19,4% da População Economicamente Ativa (PEA). Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMS), realizada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, o Dieese, a Ufba, a Setre e a Fundação Seade. De acordo com seus componentes, o desemprego aberto recuou de 12,8% para 12,0%, e o desemprego oculto aumentou de 7,2% para 7,4%, no mesmo período.

No conjunto das seis regiões abordadas pela PED (Salvador, São Paulo, Distrito Federal, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre), a taxa de desemprego permaneceu relativamente estável, passando de 14,6%, em agosto, para os atuais 14,4%.

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o mês de setembro apresentou a menor taxa de desemprego já registrada desde o início da série histórica da PED/RMS, iniciada em dezembro de 1996. No conjunto das regiões pesquisadas, apenas Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre tiveram redução do desemprego, enquanto São Paulo, Recife e Distrito Federal mantiveram-se relativamente estável. O fator que mais contribuiu para a diminuição da taxa de desemprego em Salvador foi o aumento da ocupação. Em setembro, a RMS teve uma expansão do nível ocupacional de 0,8%, com a criação de 12 mil postos de trabalho. A região apresentou um total de 1.480 mil trabalhadores.

A região que teve o maior crescimento no nível de ocupação foi o Distrito Federal (1,5%), seguido de Salvador (0,8%) e Belo Horizonte (0,8%). Já em Porto Alegre e Recife, a ocupação permaneceu relativamente estáveis com 0,1% e variou negativamente em São Paulo (-0,4%).

Na RMS, o número de desempregados foi calculado em 356 mil indivíduos, este resultado deve-se a criação de 12 mil postos de trabalho, e a redução do número pessoas que passaram a fazer parte da PEA, mil indivíduos. Desta forma, um total de 11 mil pessoas saíram do contingente de desempregados. A taxa de participação passou de 58,3% para 58,2% da População em Idade Ativa (PIA).

Em relação aos setores de ocupação, no mês de setembro, aqueles que mais colaboraram para o crescimento foram: Serviços (13 mil postos, 1,5%), Comércio (três mil ocupações, 1,2%) e “Outros Setores”, que abrange os serviços domésticos e outras atividades, (duas mil vagas, 1,5%). O setor de Construção Civil manteve-se estabilizado e a Indústria reduziu o número de ocupações em dois mil postos ou -1,7%.

O trabalho assalariado apresentou um acréscimo de 0,6%, o que significa um incremento de seis mil postos, resultado do aumento do contingente de trabalhadores no setor privado em 1,6%, mais 12 mil pessoas, e da redução do setor público em 2,8%, menos seis mil vagas. No setor privado, o contingente de trabalhadores celetistas cresceu 0,8%, ou cinco mil, e sem carteira 5,3%, ou sete mil. Aumentou o número de autônomos em três mil pessoas, de donos de negócios familiares em duas mil e de trabalhadores domésticos em mil indivíduos.

Em agosto, o rendimento médio real elevou-se para os ocupados (0,5%) e para os assalariados (0,6%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 971 e R$ 1.077, respectivamente.

O rendimento médio real dos ocupados aumentou em São Paulo (2,3%, passando a valer R$ 1.280), Porto Alegre (0,7%, R$ 1.235) e Salvador (0,6%, R$ 972), praticamente não variou em Belo Horizonte (0,1%, R$ 1.222) e diminuiu em Recife (2,2%, R$ 722) e no Distrito Federal (0,6%, R$ 1.827).

Comportamento em 12 meses

A Região Metropolitana de Salvador obteve uma redução de 1,5% na taxa de desemprego nos últimos 12 meses. Na comparação entre setembro de 2009 e o mesmo período de 2008, a taxa passou de 19,7% para atuais 19,4% da PEA. Esse resultado refletiu os decréscimos do desemprego aberto, que passou de 12,2% para 12,0%, e de desemprego oculto, de 7,5% para 7,4%. No conjunto das regiões pesquisadas, a taxa de desemprego cresceu ligeiramente ao passar de 14,1%, para 14,4%, no mês atual.

Nos últimos 12 meses, nove mil pessoas saíram do contingente de desempregados na RMS. Esta diminuição pode ser explicada pelo decréscimo em 15 mil indivíduos da População Economicamente Ativa (PEA), e pela redução em seis mil ocupações. Neste espaço de tempo, o contingente de trabalhadores reduziu de 1.486 mil pessoas para 1.480 mil e a taxa de participação retraiu-se de 60,3% para os atuais 58,2%.

No período, o nível de ocupação diminuiu em Belo Horizonte (1,1%), São Paulo (0,8%) e Salvador (0,4%), permaneceu relativamente estável em Porto Alegre (-0,1%) e cresceu 4,1% no Distrito Federal e 1,6% em Recife.

No período de 12 meses, os setores que mais colaboraram para o aumento do nível ocupacional na RMS foram: Comércio (20 mil empregos ou 8,7%) e a Construção Civil (10 mil postos ou 11,8%). Aqueles que eliminaram postos de trabalho foram: Serviços (menos 11 mil ocupações ou -1,2%), na Indústria (12 mil postos ou -9,5%) e no agregado “Outros Setores”, que inclui os serviços domésticos e outras atividades, 13 mil vagas ou, -9,2%.

O contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 0,8%, com absorção de mais de oito mil pessoas, resultado da criação de três mil vagas no setor privado, e de cinco mil no setor público. Especificamente no setor privado, houve aumento de 22 mil postos de trabalho celetistas e redução de 19 mil ocupações entre os sem carteira. O contingente de autônomos aumentou em nove mil indivíduos, enquanto o número de domésticos reduziu em 12 mil e o do agregado “outros serviços” em 11 mil.

Entre agosto de 2009 e de 2008, na RMS o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (0,8%) e, em maior proporção, para a assalariada (1,2%).

No conjunto das regiões pesquisadas, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados cresceram 1,3% e 2,8%, respectivamente. No caso dos ocupados, este resultado refletiu os aumentos registrados em Belo Horizonte (3,2%), Porto Alegre (2,5%), Distrito Federal (1,7%) e São Paulo (1,5%), que compensaram as reduções verificadas em Recife (5,9%) e Salvador (0,7%).