IBGE e SEI revisam PIB 2007 da Bahia

Publicado: 18/11/2009 Última atualização: 06/10/2026 às 09:55

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, anuncia a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do estado referente ao ano de 2007.

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, anuncia a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do estado referente ao ano de 2007. O PIB 2007 foi revisado de 4,5% para 5,3%, ficando inalterado o valor nominal da soma das riquezas do estado em R$ 109.652 milhões. Segundo o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, a revisão foi ocorreu em virtude da mudança do PIB Brasil de 2007 de 5,7% para 6,1%, sendo necessária a revisão dos PIBs de todos os estados para tornar os resultados coincidentes com a expressão monetária do PIB brasileiro. O trabalho foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os órgãos estaduais de estatística do Brasil, entre esses a SEI.

Apesar do incremento, a Bahia continua representando, em 2007, 4,1% do PIB do Brasil (mesma estrutura de 2006) e mantém a sua posição como a 6ª mais importante economia do país. O PIB per capita atingiu R$ 7.787,40 permanecendo na 19ª posição no ranking nacional. Na série 2002-2007, o PIB baiano continuou com o 11º maior crescimento em volume entre as 27 unidades da federação, com crescimento real acumulado de 26,9%.

Série 1995-2007 do PIB está disponível com a nova metodologia

O IBGE, em parceria com os órgãos estaduais, também retropolou a série 1995-2001 do Produto Interno Bruto (PIB) de todas as unidades da federação, complementando o período 2002-2007 da série do PIB que já estava calculada com a nova metodologia baseada nas Pesquisas Econômicas Anuais. Com a retropolação realizada para todo o período 1995-2007, todos os estados passam a dispor de uma série estatística de PIB para o período comparável entre si.

De acordo com a explicação do diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI e membro do Comitê de Contas Regionais coordenado pelo IBGE, Gustavo Pessoti, a retropolação para o período 1995-2007 aumenta a base de comparação para os dados do PIB com a nova metodologia de cálculo do IBGE. Desta forma, é possível realizar estudos da economia brasileira de caráter estrutural e elaborar modelos de previsão da taxa de crescimento do PIB, que necessitam de séries estatísticas mais longas para que os modelos econométricos sejam rodados.

Agropecuária continua sendo o setor que mais cresceu em 2007

A Agropecuária (setor primário) teve aumento real de 9,1%, em 2007, resultado da recuperação na produção de grãos, fortemente prejudicada pelas intempéries climáticas da safra 2006/2005. Contribuiu para esse desempenho a expansão da produção do milho (45,5%), relacionada ao aumento da demanda internacional, uma vez que os EUA, um dos maiores produtores mundiais, destinaram parte de sua safra à produção de etanol. A soja também teve um bom desempenho, tendo sua produção ampliada em 15,4%. Além dessas culturas, a expansão da produção do algodão herbáceo (38,9%), segundo mais importante produto da lavoura baiana, também contribuiu positivamente, propiciado pelo aumento de cerca de 10% das cotações da commoditie no mercado mundial. Em sentido contrário estão as culturas do feijão (-11%), que perdeu espaço para o milho, e a produção de cacau, que se retraiu em -9,9%.

A Indústria (setor secundário), com crescimento de 4,5%, em 2007, representa 28,2% da economia estadual. O resultado só não foi melhor porque a indústria de transformação apresentou crescimento de apenas 2,1%, enquanto as demais atividades industriais apresentaram crescimentos acima dos 5%. A indústria extrativa, a construção civil e a produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, cresceram, 7,8%, 5,3% e 9,3%, respectivamente. O resultado da indústria extrativa chama a atenção pelos seus reflexos, em termos municipais, sobre a região da Baia de Camamu. A taxa de crescimento está associada à duplicação de campos de extração de gás natural na Baia de Manati, que vai se refletir diretamente no PIB municipal de Cairú. Com esse aumento de atividade econômica, o município deverá apresentar-se com grande destaque, quando os dados do PIM municipal, para 2007, estiverem disponibilizados.

Já o setor de Serviços (setor terciário), com crescimento de 5%, em 2007, é responsável por 63,2% do valor adicionado do estado. Os principais destaques foram: comércio (5,5%), fortemente influenciado pela melhoria do nível de renda e pela diminuição do desemprego e aumento do número de vínculos com carteira de trabalho; intermediação financeira (12,8%), resultado da maior atividade econômica e os dos sues reflexos no mercado financeiro; serviços de informação (6,7%), decorrente do aumento dos serviços de telefonia móvel e, também, pelo aumento da inclusão digital e maior disseminação da Internet. Por fim, os serviços prestados às empresas, com aumento de 6,8%, em decorrência do aumento de atividades de apoio ao setor industrial e agrícola.