Desemprego aumenta na Região Metropolitana de Salvador

Publicado: 24/02/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:55

O desemprego na Região Metropolitana de Salvador aumentou 0,7 pontos percentuais em janeiro de 2010, passando de 17%, em dezembro de 2009, para atuais 17,7%, de acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS), realizada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o Dieese, a Setre e a Fundação Seade.

Este resultado, apesar de interromper o processo de diminuição do desemprego na RMS, que vem sendo observado nos últimos sete meses, é a menor taxa de desemprego obtida nos meses de janeiro e a segunda menor taxa de toda a série histórica da PED, realizada desde dezembro de 1996.

O contingente de desempregados na RMS foi estimado em 327 mil pessoas, 11 mil indivíduos a mais que no mês de dezembro. Este número foi obtido por meio da redução da população ocupada em 20 mil pessoas, combinada com a diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) em nove mil. Com o resultado acima, o nível de ocupação teve uma queda de 1,3% e o número de ocupados foi calculado em, aproximadamente, 1 milhão 522 mil pessoas em janeiro de 2010.

Segundo os técnicos da PED/RMS, quando observados os meses de janeiro dos últimos treze anos, a taxa de ocupação caiu oito vezes, duas vezes permaneceu estável e apenas três vezes a ocupação cresceu neste período do ano. “A análise revela que nos meses de janeiro é típica a queda no nível de ocupação, o que ocasiona o aumento do desemprego no primeiro mês do ano como conseqüência da redução do nível de atividade econômica em alguns setores”, explica Luiz Chateaubriand, técnico da PED/RMS.

Em relação aos setores de ocupação, o Comércio se destacou por ter elevado o contingente de trabalhadores. No mês de janeiro, 4 mil trabalhadores foram contratados no Comércio, um aumento de 1,6%. Por outro lado, os outros setores tiveram queda na ocupação: Serviços (15 mil, ou 1,6%), agregado Outros Setores ? que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades (5 mil, ou 4,1%), Construção Civil (2 mil, ou 1,8%) e Indústria (2 mil, ou 1,5%).

Em janeiro, o emprego assalariado teve uma queda de 9 mil postos, ou 0,9%. O setor público apresentou uma variação negativa de 4,1%, menos nove mil ocupados, enquanto o setor privado teve um pequeno aumento de 0,1%, mais mil postos de trabalho, resultado do crescimento das contratações com carteira de trabalho assinada.O contingente de trabalhadores celetistas aumentou 1,1%, mais 7 mil pessoas. Por outro lado, o número de postos de trabalho sem carteira reduziu 4,1%, menos 6 mil vagas.Diminuiu também a quantidade de autônomos (2,6%, 9 mil), deempregados domésticos (4 mil, ou 3,8%). Por outro lado, houve aumento dos trabalhadores classificados no agregado Outros, que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares, os Donos de Negócios Familiares etc. (2 mil, ou 2,7%).

Desemprego cai 8,8% nos últimos 12 meses

O desemprego apresentou queda de 8,8% na comparação entre janeiro de 2010 e o mesmo período de 2009, ao passar de 19,4% para os atuais 17,7% da PEA. O contingente de desempregados diminuiu em 27 mil pessoas, como resultado da geração de 51 mil ocupações, número superior ao de pessoas que ingressaram na PEA, 24 mil.

O número de ocupados aumentou 3,5%, passando de 1 milhão 471 mil pessoas em janeiro de 2009 para 1 milhão 522 mil em janeiro de 2010. Setorialmente, verificou-se incremento nos Serviços (47 mil, ou 5,4%), na Construção Civil (17 mil, ou 18,9%) e na Indústria (7 mil, ou 5,5%). Em contraposição, houve decréscimo no agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades (18 mil, ou 13,3%) e no Comércio (2 mil, ou 0,8%).

O contingente de trabalhadores assalariados apresentou um crescimento expressivo de 7,2%, mais 68 mil pessoas. Este resultado deve-se ao crescimento no setor privado (64 mil, ou 8,7%), e, em menor proporção, no setor público (6 mil, ou 2,9%). No setor privado, aumentou o contingente de assalariados com carteira (61 mil, ou 10,2%) e sem carteira de trabalho assinada (3 mil, ou 2,2%). Cresceu o contingente de autônomos (8 mil, ou 2,4%), enquanto reduziu-se o de empregados domésticos (19 mil, ou15,7%) e o daqueles classificados no agregado outros (6 mil, ou 7,4%).

Rendimento permanece estável

Em dezembro, o rendimento médio real de ocupados ficou relativamente estável (-0,4%), enquanto o dos assalariados declinou (1,1%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 1.004 e R$ 1.111, respectivamente.

Em comparação a dezembro de 2008, o rendimento médio real permaneceu relativamente estável para os ocupados (+0,4%) e elevou-se para os assalariados (1,0%).