Os resultados do PIB 2009 divulgados pela SEI dão conta de um crescimento de 7,2% no quarto trimestre e 1,7% no cumulado do ano, enquanto os respectivos resultados para o Brasil foram -0,2% e 4,3%, o que nos dá uma perspectiva extremamente positiva para a economia baiana em 2010.
O desempenho do último trimestre de 2009, nos vários setores econômicos, agropecuária (1,3%), indústria (9,2%) e serviços (6,9%), tem continuidade no 1º trimestre do ano em curso, com a indústria registrando forte ritmo de recuperação, com taxa de mais de 23% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2008; o comércio com um incremento de 12,9% nesse mesmo período; a geração de 14 mil empregos em janeiro, cerca de 80% de todos os empregos gerados no Nordeste; e 17,9% de crescimento de arrecadações de ICMS no 1º bimestre. A estimativa da LSPA, do IBGE, prevê 12% de crescimento da produção agropecuária na Bahia, com safra recorde de grãos de 6,8 milhões de toneladas. O aquecimento da economia ocorre agora de forma espraiada em todos os setores, inclusive na indústria, onde se observava uma defasagem no processo de recuperação.
Sendo imprescindível considerar a economia nacional, algumas sinalizações apontam a possibilidade do PIB Brasil ter um crescimento em torno de 5,5%, e mais recentemente o IPEA divulgou um estudo prevendo a geração de 2 milhões de empregos no país em 2010, sendo 83 mil na Bahia. Há que se ter sempre em vista a possibilidade de ações do Banco Central no sentido de conter possíveis altas da inflação, um pouco acima da meta, o que poderá comprimir um pouco o crédito, mas não a ponto de interromper essa trajetória traçada.
É neste contexto que cenários descortinados pela SEI, a partir de modelagens econométricas robustas, projetam um crescimento do PIB estadual entre 5,0 % e 5,5% e um crescimento da arrecadação de ICMS em torno de 9,0%, o que indica uma tendência da economia baiana continuar crescendo em sintonia com a economia nacional.
Esperamos que em 2010 esse nosso otimismo realista se confirme.
Geraldo Reis – Sociólogo, diretor-geral da SEI e professor da UESB