Em março, a produção industrial na Bahia registrou um leve acréscimo de 0,9% ante o mês de fevereiro.
Em março, a produção industrial na Bahia registrou um leve acréscimo de 0,9% ante o mês de fevereiro. Na comparação com março de 2009, o crescimento foi de 9,5%, sexta taxa positiva consecutiva, segundo informações da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. No primeiro trimestre, de janeiro a março, o setor acumula incremento de 13,4%, e nos últimos 12 meses registra acréscimo de 0,7%.
O crescimento de 0,9% em março, contra o mês de fevereiro, foi influenciado pelos desempenhos positivos nos segmentos de veículos automotores (47,0%), celulose, papel e produtos de papel (11,7%), alimentos e bebidas (8,9%), refino de petróleo e álcool (3,5%), minerais não-metálicos (1,6%) e borracha e plástico (0,5%). Por outro lado, pesou negativamente o recuo de 11,6% no importante segmento de produtos químicos, além de metalurgia básica (-4,0%).
Na comparação com março de 2009, o resultado da produção industrial é mais expressivo, com taxa de 9,5%, diante da base comparativa deprimida no período de crise em 2009. Seis segmentos registraram variações positivas, contribuindo para o resultado significativo, destacando-se refino de petróleo (13,9%), alimentos e bebidas (19,7%), metalurgia básica (39,3%), em razão, respectivamente, ao aumento na produção de óleo diesel e nafta; cerveja e chope e óleo de soja refinado; e barra, perfil e vergalhões de cobre. As duas únicas contribuições negativas vieram de produtos químicos (-4,7%) e borracha e plástico (-5,1%).
No primeiro trimestre 2010, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana acumulou acréscimo de 13,4%. Produtos químicos (21,0%), em razão do aumento na produção de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade; refino de petróleo e produção de álcool (13,6%), em razão da maior produção de óleo diesel e nafta para petroquímica; e metalurgia básica (41,9%) foram os que mais influenciaram o resultado positivo. Por outro lado, as contribuições negativas vieram dos segmentos de veículos (-2,3%) e borracha e plástico (-3,1%).
“O resultado do primeiro trimestre confirma as expectativas positivas para a economia baiana em 2010. Os demais setores de atividade também acompanham esse dinamismo, como o comércio, as exportações e a geração de empregos, sinalizando para um crescimento significativo do PIB nesse período”, comenta Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI.
No índice acumulado nos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana acumulou acréscimo de 0,7%. As contribuições positivas vieram dos segmentos de produtos químicos (10,9%) e minerais não-metálicos (10,2%). Por outro lado, refino de petróleo e produção de álcool (-9,3%), borracha e plástico (-8,4%), metalurgia básica (-1,7%) e alimentos e bebidas (-0,7%) foram os que mais contribuíram negativamente para o resultado.