O que são cidades médias? Como pensar cidades médias na Bahia? De que modo analisar a regionalização com foco em desenvolvimento e diminuir as desigualdades regionais? Estas são as principais preocupações que embasam a exposição de Patrícia Chame Dias, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), no II Seminário Internacional Brasil-Canadá: Questões Urbanas.
O que são cidades médias? Como pensar cidades médias na Bahia? De que modo analisar a regionalização com foco em desenvolvimento e diminuir as desigualdades regionais? Estas são as principais preocupações que embasam a exposição de Patrícia Chame Dias, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), no II Seminário Internacional Brasil-Canadá: Questões Urbanas. Patrícia participa nesta quinta-feira (02), primeiro dia do evento, da mesa redonda Cidades Médias e Desenvolvimento Regional.
Patrícia explica que as cidades médias foram pensadas, em nível nacional, desde o regime militar. O objetivo era que estes locais se tornassem pólos de desenvolvimento, locais para onde se poderiam fazer uma dispersão e interiorização da população, que na época estava concentrada nas metrópoles por conta do advento da industrialização. A especialista conta que a implantação do pólo de Camaçari e do Centro Industrial Subaé, em Feira de Santana, está ligada a esta estratégia.
Em 2009, a SEI desenvolveu um trabalho sobre as redes urbanas e então se iniciou um estudo sobre as cidades médias. A partir deste trabalho, as pesquisadoras Patrícia Chame Dias e Mayra Araujo, que, junto com Diva Ferlin, desenvolviam os trabalhos, conseguiram definir o que caracterizaria as cidades médias baianas. “Usamos como critério a participação na população, a localização no território e o papel de atender as demandas, de saúde, educação e consumo, das cidades menores em seu entorno”, conta.
Para além das cinco cidades já reconhecidas com status de cidades médias, as pesquisadoras apontaram outros 17 municípios como “potencialmente médios”. A confirmação de seu papel mediador seria feita em fase posterior do estudo, onde seriam analisados elementos intra-urbanos e regionais. Verificar a efetividade de captação das demandas e interlocuções entre as cidades menores e a metrópole.
As cidades médias baianas seriam: Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Juazeiro, Barreiras (que já são assim consideradas a nível nacional); às quais o estudo acrescentaria Jequié, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Valença, Irecê, Guanambi, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Itaberaba, Jacobina, Brumado, Bom Jesus da Lapa, Ribeira do Pombal e Seabra.“Temos algumas cidades pequenas, mas que, baseado em nosso levantamento preliminar de função e centralidade, exercem o papel de cidade média”, justifica.
O Seminário é uma iniciativa da Universidade Salvador (Unifacs) com a Universite Laval, do Canadá, em parceria com a SEI, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes) e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur) e o apoio do Instituto de Tecnologia, Educação e Gestão Organizacional (Íntegro). O evento acontece nos dias 2 e 3 (quinta e sexta) e terá a presença da reitora da Unifacs, Márcia Barros, do diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, e de convidados compondo a mesa de abertura.