Suplemento Especial sobre o Carnaval 2010 entra em sua terceira edição apurando o comportamento dos moradores da RMS na principal festa popular do Brasil
Cerca de 62,7% dos moradores de Salvador ficaram em casa e não foram atrás do trio elétrico durante a folia de Momo no ano passado. A informação faz parte da terceira edição do Suplemento Especial da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) – Comportamento dos Residentes em Salvador no Carnaval 2009. O índice é expressivo, e representa um contingente estimado em 1,5 milhão de pessoas, que não brincaram, viajaram ou mesmo trabalharam durante a festa. Após ter constatado esta informação, o levantamento pretende, na sua versão 2010, aprofundar a pesquisa e verificar o que as pessoas fazem no período, abordando, entre outros assuntos, as práticas culturais adotadas pelos habitantes da Região Metropolitana de Salvador (RMS) durante a folia.
Para tanto, um novo bloco de questões foi adicionado à pesquisa e apura uma série de novas informações, numa lista de perguntas que inclui itens como a leitura de livros e acesso à Internet (verificando, também, que tipo de site foi mais procurado no período). Em relação às mídias é observado se as pessoas ficaram em casa assistindo televisão (inclusive se aberta ou fechada), o estilo de programa que preferiu assistir, que tipo de atração sobre o carnaval o entrevistado acompanhou e mesmo quais os seus canais favoritos para assistir à festa. A versão 2010 do levantamento é composta, ao todo, por 30 perguntas. A pesquisa é realizada por intermédio da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), através de uma parceria entre a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), e a Secretaria da Cultura (Secult).
Na avaliação do diretor de Economia da Cultura da Superintendência de Promoção Cultural da Secult, Luciano Damasceno, é muito importante entender como os moradores da RMS se relacionam com as práticas culturais disponíveis na região. “Durante a apresentação do Suplemento Especial sobre o Carnaval 2009, no início deste ano, surgiu a dúvida sobre quais os bens de serviços culturais que as pessoas mais acessavam durante o carnaval de Salvador, já que a pesquisa revelou que mais de 60% da população não participou da festa, nem viajou”. Luciano complementa que o Suplemento Especial vai buscar entender a demanda da população, “essa pesquisa, além de conhecer o comportamento dos residentes na RMS durante o Carnaval, busca compreender a maneira como a cultura é vivida pela população. Por meio dos números, nós queremos quantificar a demanda do setor cultural, o que vai ajudar o poder público a aprimorando as políticas públicas”.
Outra novidade do Suplemento Especial, que entra em sua terceira edição, é a abrangência. No ano passado, o foco era apenas Salvador, mas o próximo volume abrange aos 10 municípios da RMS pesquisados pela PED. Uma equipe com 30 entrevistadores já está nas ruas da Região Metropolitana, aplicando os questionários. O prazo de realização das entrevistas é de julho a setembro deste ano, sendo que a pesquisa vai cobrir cerca de 2.500 domicílios ao mês, com aproximadamente, 18 mil pessoas entrevistadas nos três meses referidos. A coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), Vânia Moreira, observa que a produção do Suplemento Especial tem evoluído ao longo do tempo. “A cada ano estamos aperfeiçoando o levantamento, para que ele possa refletir o máximo de informações sobre o comportamento dos moradores da RMS durante o Carnaval”.
Para os que aproveitam a festa, a pesquisa apura informações sobre o gasto médio, em que tipo de bloco ou camarote brincou, quanto foi gasto com alimentação, transporte e hospedagem, e qual o circuito preferido da população (Dodô, Osmar ou Batatinha). Em relação aos que viajaram, são extraídas informações como quantas pessoas deixaram suas cidades no período da festa, para qual destino, além de dados sobre hospedagem e gastos de viagem. Este ano, a pesquisa ainda afere quantos residentes na RMS hospedaram turistas no período de Carnaval, assim como a natureza destes visitantes, em termos de procedência e quanto tempo passam na RMS em função da festa.
O universo do trabalho também entra na apuração. Para os que exerceram atividade remunerada durante a festa, a pesquisa apura se o trabalho é permanente ou temporário, quantos dias o entrevistado trabalhou, se o retorno financeiro foi satisfatório e desde quando a pessoa trabalha no carnaval.
O trabalho de campo da equipe de pesquisadores da PEDRMS termina no final de setembro, após a análise dos dados e elaboração do boletim técnico, as informações serão divulgadas para toda a sociedade. A SEI e Secult tem previsão para lançamento da pesquisa do Suplemento Especial sobre o Carnaval de Salvador em dezembro deste ano.