Desemprego atinge o menor nível na RMS

Publicado: 27/10/2010 Última atualização: 06/10/2026 às 09:54

O desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) passou de 16,3%, em agosto, para 16,2%, em setembro, sendo essa a menor taxa de desemprego desde o início da série da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), em dezembro de 1996. A PEDRMS é realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, a Fundação Seade e a Setre.
No último mês analisado, o contingente de pessoas ocupadas na RMS foi estimado em 1 milhão e 577 mil pessoas, enquanto os desempregados somam 305 mil pessoas, cinco mil a menos que em agosto, resultado da saída de 19 mil pessoas do mercado de trabalho local e da redução do nível ocupacional em 14 mil pessoas.
No conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada (Recife, Distrito Federal, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre), o número de ocupados é de 19 milhões e 591 mil pessoas, já o contingente de desempregados foi de, aproximadamente, 2 milhões e 516 mil pessoas, 109 mil a menos do que no mês anterior.
Nas regiões metropolitanas de São Paulo (11,5%), Recife (15,3%) Fortaleza (8,7%) e Distrito Federal (13%) a taxa de desemprego diminuiu. Enquanto, em Salvador (16,2%), Belo Horizonte (7,6%) e Porto Alegre (8,5%) o desemprego permaneceu estável.
Em agosto, o rendimento do trabalhador na RMS reduziu-se para os ocupados (2,7%) e para os assalariados (1,7%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 1.077 e R$ 1.177, respectivamente.


Desemprego diminui intensivamente nos últimos 12 meses


Na comparação entre setembro de 2010 e o mesmo período de 2009, o desemprego passou de 19,4% para os atuais 16,2% da População Economicamente Ativa (PEA). O contingente de desempregados reduziu-se em 51 mil pessoas, como resultado da geração de 97 mil ocupações, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (46 mil).
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 6,6%, passando de 1 milhão e 480 mil para 1 milhão e 577 mil pessoas. A maioria dos setores de atividade econômica analisados apresentou crescimento, Serviços (59 mil ou 6,6%), Construção Civil (22 mil ou 23,2%), Indústria (14 mil ou 12,3%) e agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades (3 mil ou 2,3%). Por outro lado, o contingente de trabalhadores no Comércio permaneceu praticamente inalterado (-1 mil ou -0,4%).
Em comparação a agosto de 2009, o rendimento médio real aumentou tanto para os ocupados (7,7%) quanto para os assalariados (6,0%).