O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) apresentou um crescimento de 5,3% em outubro. Enquanto em setembro, o ICEB mediu 217,2 pontos, em outubro, passou para 228,7 pontos, indicando estado de ânimo de Otimismo Moderado. A informação foi apurada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan). Composto por três setores – os Serviços e comércio, o Agropecuário e a Indústria - este índice revela que os agentes econômicos pesquisados estão levemente mais confiantes no crescimento do estado.
A expansão do ICEB deve-se ao setor de Serviços e Comércio (287 pontos), que apresentou uma expansão de 19,4%. Por outro lado, tanto os segmentos de Agropecuária (145,8 pontos) quanto de Indústria (138,9) apresentaram expectativas de quedas, o primeiro setor de -41,7% e o segundo de -15,5%. De modo geral, os agentes econômicos da Bahia estão moderadamente confiantes. Pode-se perceber que em outubro, os setores de Agropecuária e Indústria ficaram na zona de Otimismo Moderado e o setor Serviços e comércio na zona de Otimismo.
A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) é dividido em duas partes: Variáveis Econômicas e Desempenho das Empresas. Em relação as Variáveis Econômicas, a pesquisa procura conhecer o ânimo dos agentes econômicos quanto ao PIB, câmbio, inflação e juros. Enquanto no Desempenho das Empresas, a pesquisa de confiança busca conhecer as expectativas do empresariado quanto às vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva e abertura de unidades.
No mês de outubro, as Variáveis Econômicas superam o Desempenho das Empresas, 365,5 pontos versos 160,3, respectivamente. No que diz respeito às Variáveis Econômicas, apenas o setor Indústria retraiu, 23,7%, no entanto se manteve na zona de Otimismo. Já em relação ao Desempenho das Empresas, apenas o setor Agropecuário retraiu, saindo da zona de Otimismo para a zona de Otimismo Moderado.
Variáveis Econômicas
Em relação à Estabilidade dos preços, os setores em geral estão Otimistas, apresentando 421,4 pontos. O destaque é o setor Serviços e comércio (600 pontos), situação de Grande Otimismo, seguido pelo Agropecuário (250 pontos), zona de Otimismo e o setor Indústria (125,0 pontos), Otimismo Moderado. “Pode-se perceber, a partir desses resultados, que o processo eleitoral não afetou as expectativas empresariais quanto à estabilidade dos preços”, afirmou o Coordenador de Estatística da SEI, Armando Castro.
Os setores estão desanimados em relação aos Juros (-30,1 pontos), no mês de outubro a variável situou-se na faixa de Pessimismo Moderado. Vale salientar que os setores de Agropecuária e Indústria ainda apresentam algum grau de confiança, atingindo a marca de zero pontos, zona de Otimismo Moderado.
Quanto ao Desempenho do PIB Estadual e Nacional, todos os setores estão com boas expectativas, com indicador na zona de Grande Otimismo. Avaliando os setores de forma individualizada, apenas o setor Indústria não se encontra na mesma escala do indicador global, se posicionando na zona de Otimismo (458,3 pontos).
Desempenho das Empresas
Sobre a variável Vendas (282,7 pontos) os agentes econômicos apresentaram-se na zona de Otimismo, apenas o setor Agropecuário encontra-se na zona de Pessimismo Moderado, que se deve a manutenção do câmbio valorizado. A Saúde financeira das empresas (259,8 pontos) foi um item bem classificado, apresentando-se na zona de Otimismo, com todos os setores apostando num equilíbrio financeiro para os próximos doze meses.
No que tange às expectativas de Contratação de mão de obra (237,2 pontos), os segmentos apresentam-se no patamar de Otimismo Moderado. Para os próximos 12 meses, 44% dos entrevistados pretendem contratar mais trabalhadores, enquanto 48% devem manter o quadro atual e apenas 8% esperam enxugar o quadro de trabalhadores. A variável Abertura de unidades (220,3 pontos) apresenta-se na faixa de Otimismo Moderado.