A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou, em junho de 2012, uma taxa de desemprego de 17,9% da população economicamente ativa (PEA). O valor equivale a um aumento de 0,4% em relação ao mês de maio (17,6%).
A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou, em junho de 2012, uma taxa de desemprego de 17,9% da população economicamente ativa (PEA). O valor equivale a um aumento de 0,4% em relação ao mês de maio (17,6%).Em junho, foram gerados 14 mil postos de trabalho, elevando o contingente de ocupados para 1.655 mil pessoas. Seguindo o padrão do país, que aumentou o número de trabalhadores autônomos em 2% e de domésticos em 1,8%, a RMS contou com um crescimento de 4% (13 mil) do número de autônomos e de 2,2% (3 mil) do número de trabalhadores domésticos.
No período, o contingente de desempregados foi estimado em 361 mil pessoas, 10 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao fato de que embora tenham sido gerados 14 mil novos empregos, houve um aumento da PEA (24 mil). No mês em análise, a taxa de participação passou de 58,8% para 59,4%. O resultado foi captado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.
Luis Chateaubriand, analista técnico da SEI, explica que, apesar do pequeno aumento da taxa de desemprego, a expectativa é de melhoria no comportamento do mercado de trabalho da RMS, no segundo semestre. “Essa melhoria é esperada em função da sazonalidade da ocupação. Nesse sentido, a criação de 14 mil postos de trabalho no último mês do primeiro semestre pode representar um indicador positivo”, avalia Chateaubriand. A coordenadora do Dieese, Ana Margaret Simões, ressalta: “A expectativa de crescimento no segundo semestre se confirma quando se observa que no mês de junho, em relação a maio, houve criação de postos de trabalho em diversos setores de atividade econômica”. Entre os setores com resultado positivo estão Indústria de Transformação (5 mil / 3,5%), Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3 mil / 1%) e Construção (3 mil / 1,9%). O setor de Serviços permaneceu em relativa estabilidade (1 mil / 0,1%). Margaret completa: “Em relação a junho de 2011, todos os setores tiveram aumento nos seus contingentes”.
No mês de maio, o rendimento médio real diminuiu para os ocupados (0,9%) e ficou relativamente estável para os assalariados (-0,3%). No mesmo período, a massa de rendimentos reais ficou relativamente estável para os ocupados (mais 0,4%) e cresceu para os assalariados (1,5%).
Comportamento em 12 meses
Em relação a junho de 2011, a taxa de desemprego aumentou, ao passar de 15,5% para os atuais 17,9% da PEA. Dessa forma, o contingente de desempregados aumentou em 75 mil pessoas, como resultado do crescimento do número de postos de trabalho (97 mil) inferior ao acréscimo da PEA (172 mil). A taxa de participação aumentou, ao passar de 55,8% para 59,4%. Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 6,2%, passando de 1.558 mil pessoas para 1.655 mil.
Entre os setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional cresceu nos Serviços (45 mil / 4,8%), no Comércio e reparação de veículos (31 mil / 10,8%), na Construção (23 mil /16,5%), e na Indústria de transformação (4 mil/ 2,8%).
Segundo a posição na ocupação, o emprego assalariado cresceu (53 mil / 5,0%), devido aumento do contingente do setor privado (85 mil / 9,7%), visto que houve redução do trabalho assalariado no setor público (33 mil / 17,4%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada