Exportações baianas recuam 25,7% em janeiro

Publicado: 14/02/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:53

A redução nos embarques de derivados de petróleo, produtos petroquímicos e automóveis foram decisivos para que as exportações baianas, que alcançaram US$ 601,1 milhões em janeiro, registrassem uma queda de 25,7% em relação a igual mês do ano passado.

Segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, as expansões, no mês, restringiram-se aos produtos do agronegócio (celulose, soja, café e algodão) e minerais (ouro e níquel). Esses produtos, apesar da redução nos embarques, mantiveram alta nos preços, o que leva a crer que o comércio exterior baiano será muito dependente da performance das commodities neste ano.

A redução de 43,2% no volume físico embarcado influenciou diretamente o resultado do mês, uma vez que os preços médios dos produtos exportados acusaram elevação de 30,8%, comparados a janeiro de 2010. “Em sua maioria, os preços das principais commodities agrícolas negociadas pelo estado no exterior confirmaram as expectativas e permaneceram em patamares elevados, em janeiro, ainda sustentados por demandas, em geral, firmes, restrições ou ameaças às ofertas do produto, dólar fraco e forte interesse de grandes fundos de investimentos nesses mercados”, revela o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz.

As importações, por sua vez, não deram sinal de desaceleração e atingiram US$ 528,8 milhões, 9,4% acima de igual mês do ano anterior. Impulsionadas pelo câmbio favorável e pelo aumento da atividade econômica, elas foram substancialmente maiores, principalmente, entre os fertilizantes, o minério de cobre, veículos, combustíveis e produtos eletrônicos.

Com exceção do Mercosul, onde as vendas cresceram 15,3%, o estado vendeu menos a todos os seus destinos de exportação. Dentre os principais mercados, uma das maiores quedas nas vendas foi justamente para a China. Segundo maior parceiro comercial da Bahia, e maior comprador de commodities do estado, o país importou 43% a menos em janeiro (US$ 67,4 milhões) em relação ao mesmo mês de 2010. A UE, que como bloco econômico, lidera o destino das vendas externas baianas, registrou queda de 11,7%, além dos EUA, principal mercado para os produtos baianos, que comprou 32% menos.

Ainda que o resultado das exportações não tenha sido dos melhores, a balança comercial do estado registrou superávit de US$ 72,3 milhões em janeiro, embora 78% inferior a janeiro de 2010. A corrente de comércio exterior do estado chegou a US$ 1,13 bilhão, com queda de 12,6% ante 2010.