Bahia contabiliza mais de 3 mil vagas de emprego formal em fevereiro

Publicado: 15/03/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

Segundo as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes ao mês de fevereiro de 2011, a Bahia contabilizou um saldo de 3.127 postos de trabalho com carteira assinada.



Segundo as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes ao mês de fevereiro de 2011, a Bahia contabilizou um saldo de 3.127 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado expressa a diferença entre o total de admissões (59.953 vagas) e desligamentos (56.826 vagas) no mês e foi o segundo melhor já registrado para um mês de fevereiro, desde 2004, ficando abaixo apenas do saldo registrado em fevereiro de 2010 (6.088 vagas).

"Esse resultado expressa a qualidade do crescimento da economia baiana, com números positivos em diversos setores e já representando mais de 10,5% do total de empregos formais gerados em 2010", avalia o secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro.

O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, ressalta que, “no acumulado dos dois primeiros meses de 2011, a Bahia criou 12.793 postos de trabalho com carteira assinada, o que coloca esse estado como líder na geração de emprego no Nordeste e na nona posição no ranking que classifica as unidades da Federação, segundo os seus respectivos saldos de emprego”, afirma.

Na avaliação para o Brasil, contabilizou-se, no mês de fevereiro de 2011, um saldo de emprego da ordem de 280.799 postos de trabalho. No acumulado do ano de 2011, a economia nacional totalizou 448.742 postos de trabalho formais.

A Região Nordeste registrou, no mês de fevereiro de 2011, um saldo de 9.429 postos de trabalho. Com esse resultado, acumulou, de janeiro a fevereiro de 2011, 13.115 empregos.

A Bahia, ao apresentar um saldo de 3.127 empregos, no mês de fevereiro de 2011, ficou com a vice liderança na geração de emprego em comparação com os demais estados da Região Nordeste, sendo superada apenas pelo estado do Ceará, que assinalou 5.793 postos de trabalho. Pernambuco (2.069 vagas), Sergipe (1.294 vagas), Maranhão (1.160 vagas) e Piauí (182 vagas) também obtiveram saldos positivos. No entanto, os demais estados que integram a região contabilizaram saldos de emprego negativos: Paraíba (-3.581 vagas), Alagoas (-488 vagas) e Rio Grande do Norte (-127 vagas).

Análise metropolitana – A Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi a única entre as regiões metropolitanas que contabilizou saldo de emprego negativo (-586 vagas). Nas outras regiões metropolitanas constatou-se o seguinte quadro: São Paulo (46.489 vagas), Belo Horizonte (16.373 vagas), Rio de Janeiro (15.848 vagas), Curitiba (7.026 vagas), Porto Alegre (7.594 vagas), Fortaleza (6.290 vagas) e Belém (1.719 vagas).

No acumulado do ano de 2011, a RMS ocupou a oitava posição, criando 3.432 postos de trabalho. As regiões metropolitanas que mais se sobressaíram na geração de emprego com carteira assinada foram: São Paulo (77.052), Belo Horizonte (24.582), Rio de Janeiro (15.078), Curitiba (13.082) e Porto Alegre (12.487).

Setores - O setor de Serviços apresentou o maior saldo da Bahia no mês de fevereiro de 2011, com a geração de 2.733 empregos formais. A Agropecuária registrou o segundo maior saldo de empregos do estado, com 613 postos. Outros setores que apresentaram saldos positivos, porém menos expressivos foram: Comércio (160 empregos), Administração pública (147 postos), Extrativa mineral (43 postos) e Indústria de transformação (4 postos).

Os saldos da Construção civil e dos Serviços industriais de utilidade pública foram de, respectivamente, -445 e -128 postos de trabalho, sendo portanto os únicos setores que apresentaram saldos de emprego negativos em fevereiro de 2011.

Já no acumulado do ano (janeiro a fevereiro de 2011), todos os setores da atividade econômica apresentam saldos de emprego positivos. Os setores de Serviços (6.661 vagas), a Agropecuária (2.873 postos de trabalho) a Indústria de transformação (1.091 postos) e o Comércio (1.081 vagas) são aqueles que mais se destacaram na abertura de vagas com carteira assinada.

Empregos na Bahia foram gerados no interior

Em fevereiro, os empregos gerados na Bahia foram criados no interior do estado (3.713 empregos), enquanto na RMS o resultado foi negativo em 586 postos de trabalho, ou seja, o total de demissões superou o total de contratações. Quanto à geração de emprego de janeiro a fevereiro de 2011, enfatiza-se que a participação do interior do estado foi de 9.361 postos, ou 73,17% de todas as vagas abertas no estado, ao passo que a RMS criou 3.432 empregos com carteira assinada, o equivalente a 26,83% das vagas celetistas.

Em fevereiro de 2011, Feira de Santana, Lauro de Freitas e Jequié destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Feira de Santana gerou 1.288 empregos, Lauro de Freitas registrou 654 empregos e Jequié apurou 308 novas contratações formais.

O setor da Construção civil foi o mais dinâmico em Feira de Santana, respondendo por 793 vagas. Em Lauro de Freitas foi o setor de Serviços que apresentou o melhor desempenho, com 476 novos empregos e, em Jequié a Indústria de transformação, foi o setor que respondeu pelo maior saldo (382 postos de trabalho).

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em fevereiro de 2011, pode-se ressaltar Camaçari (-727 vagas), Itapetinga (-490 vagas) e Dias D’Ávila (-385 vagas). A retração dos empregos em Camaçari e Itapetinga foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor de Indústria de transformação (-503 e -468 postos). Em Dias D’Ávila, a Construção civil foi responsável pela eliminação de -349 postos de trabalho.

No que se refere ao período de janeiro a fevereiro de 2011, notou-se que Salvador registrou o maior saldo, de 2.122 empregos. Feira de Santana e Lauro de Freitas contabilizaram 1.706 e 1.385 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Nesse horizonte temporal, em Salvador, o setor de Serviços foi o que mais gerou empregos (3.133 vagas). Já em Feira de Santana, o setor que mais criou postos de trabalho foi a Construção civil, que contribuíram com 1.055 vagas de empregos formais. Em Lauro de Freitas, foi o setor de Serviços que se destacou na geração de postos de trabalho (1.195 vagas).

Observando os desempenhos negativos nos dois primeiros meses de 2011, Itapetinga (-709 vagas), Juazeiro (-653 vagas) e Dias D’Ávila (-308 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.

Setorialmente, em Itapetinga, a Indústria de transformação eliminou 822 empregos. Em Juazeiro e Dias D’Ávila, a contração do saldo final foi, predominantemente, atribuída ao desempenho negativo do setor da Construção civil (-311 e -170 postos de trabalho), respectivamente.