Bahia contabiliza mais de 17 mil vagas de empregos formais no primeiro trimestre de 2011

Publicado: 20/04/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

Em março de 2011, foram criados 2.758 novos empregos com carteira assinada na Bahia, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é o resultado da diferença entre 62.828 trabalhadores admitidos e 60.070 desligados. Este resultado é bastante inferior ao contabilizado em março de 2010 (10.266 vagas).



Em março de 2011, foram criados 2.758 novos empregos com carteira assinada na Bahia, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é o resultado da diferença entre 62.828 trabalhadores admitidos e 60.070 desligados. Este resultado é bastante inferior ao contabilizado em março de 2010 (10.266 vagas). No acumulado do primeiro trimestre do ano, são 17.193 novos postos criados, resultado que coloca o estado como líder na geração de emprego no Nordeste e na nona posição no ranking que classifica as unidades da Federação segundo os seus respectivos saldos de emprego. Dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.

A variação percentual do estoque de emprego exibida pelo mercado de trabalho formal baiano no referido mês (0,17%) situa-se em um patamar abaixo da variação nacional (0,25%) e superior ao da Região Nordeste (-0,55%). Já no período de janeiro a março de 2011, a Bahia apresentou uma variação percentual do estoque de emprego de 1,09%, abaixo da média nacional (1,62%) e acima da média nordestina (-0,17%).

O setor de Agropecuária apresentou o maior saldo da Bahia no mês de março de 2011, com a geração de 1.648 empregos formais. A Construção civil, por seu turno, registrou o segundo maior saldo de empregos do estado, com 1.222 postos.

Outros setores que apresentaram saldos positivos, porém menos expressivos, foram Serviços, com 684 empregos, Indústria de transformação, com 510 postos, Extrativa mineral (93 postos) Serviços industriais de utilidade pública (89 postos) e Administração pública (30 postos).

O saldo do Comércio foi de -1.518 postos de trabalho, sendo, portanto, o único setor que apresentou saldo de emprego negativo em março de 2011.

No acumulado do ano (janeiro a março de 2011), todos os setores da atividade econômica apresentaram saldos de emprego positivos. Os setores de Serviços (7.528 vagas), Agropecuária (4.466 postos de trabalho), Construção civil (2.613 postos) e Indústria de transformação (1.790 postos) foram os que mais se destacaram na abertura de vagas com carteira assinada.

Bahia lidera geração de empregos no Nordeste

Na avaliação para o Brasil, contabilizou-se, no mês de março de 2011, um saldo de emprego da ordem de 92.675 postos de trabalho, ao passo que, no acumulado do ano de 2011, a economia nacional totalizou 583.886 postos de trabalho formais.

A Região Nordeste registrou, no mês de março de 2011, um saldo de -31.649 postos de trabalho. Com esse resultado, acumulou, de janeiro a março de 2011, -9.584 empregos.
A Bahia, ao apresentar um saldo de 2.758 empregos no mês de março de 2011, ficou com a liderança na geração de emprego em comparação com os outros estados da Região Nordeste. Os demais estados que integram a referida região contabilizaram saldos de emprego negativos: Ceará (-583 vagas), Sergipe (-729 vagas), Rio Grande do Norte (-1.048 vagas), Piauí (-2.114 vagas), Paraíba (-3.126 vagas), Maranhão (-3.816 vagas), Pernambuco (-7.205 vagas) e Alagoas (-15.786 vagas).

RMS - A Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou um saldo da ordem de 350 empregos, classificando-se como o sétimo maior saldo entre as regiões metropolitanas no mês de março de 2011. Observa-se, portanto, que o resultado medido para a RMS só foi inferior ao verificado nas regiões metropolitanas de São Paulo (25.266 vagas), Porto Alegre (8.066 vagas), Curitiba (4.789 vagas), Belo Horizonte (1.861vagas), Rio de Janeiro (1.357 vagas) e Recife (1.084 vagas).

No acumulado do ano de 2011, a RMS ocupou a oitava posição, criando 4.663 postos de trabalho. As regiões metropolitanas que mais se sobressaíram na geração de emprego com carteira assinada foram São Paulo (105.554 vagas), Belo Horizonte (28.466 vagas), Porto Alegre (21.348 vagas), Rio de Janeiro (18.832 vagas), Curitiba (18.592 vagas), Fortaleza (7.512 vagas) e Recife (6.859 vagas).

Tanto o interior do estado quanto a Região Metropolitana de Salvador apresentaram saldos positivos de emprego. No interior, foram criados 2.408 empregos, enquanto que na RMS foi apurado um saldo de emprego da ordem de 350 postos de trabalho.

Quanto à geração de emprego no primeiro trimestre de 2011, a participação do interior do estado foi de 12.530 postos, ou 72,88% de todas as vagas abertas no estado, ao passo que a RMS criou 4.663 empregos com carteira assinada, o equivalente a 27,12% das vagas celetistas.

Camaçari foi o município que mais gerou postos de trabalho em março

Em março de 2011, notou-se que Camaçari, Itamaraju e Lauro de Freitas, destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Camaçari gerou 1.673 empregos, Itamaraju registrou 1.129 empregos e Lauro de Freitas apurou 920 novas contratações formais.

O setor da Construção civil foi o mais dinâmico em Camaçari respondendo, por 1.042 postos de trabalho. Enquanto que em Itamaraju foi o setor da Agropecuária que mais gerou postos de trabalho (1.188 vagas). Em Lauro de Freitas foi o setor de Serviços que se destacou na criação de empregos formais (1.113 vagas).

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em março de 2011, pode-se ressaltar Salvador (-2.756 vagas), Porto Seguro (-811 vagas) e Juazeiro (-462 vagas). A retração dos empregos em Salvador foi determinada, principalmente, pelo saldo negativo relacionado às atividades do setor de Comércio (-957 postos). Em Porto Seguro, os Serviços foi responsável pela eliminação de 461 postos de trabalho. E em Juazeiro a Agropecuária foi o setor responsável pela maior eliminação de postos de trabalho (-168 postos).

No que se refere ao período de janeiro a março de 2011, notou-se que Lauro de Freitas registrou o maior saldo, com 2.507 empregos. Feira de Santana e Camaçari contabilizaram 2.313 e 1.775 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Nesse horizonte temporal, em Lauro de Freitas o setor de Serviços foi o que mais gerou empregos (2.424 postos). Enquanto que em Feira de Santana e Camaçari o setor da Construção civil foi o que mais criou empregos formais (1584 e 1012 postos de trabalho), respectivamente.

Observando os desempenhos negativos nos três primeiros meses de 2011, Juazeiro (-1.106 vagas), Itapetinga (-757 vagas) e Porto Seguro (-612 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.

Setorialmente, em Juazeiro, a Agropecuária eliminou 372 empregos. Em Itapetinga, a contração do saldo final foi, predominantemente, atribuída ao desempenho negativo do setor da Indústria de transformação (-847 postos de trabalho). Ao passo que em Porto Seguro o setor de Serviços foi o que mais eliminou postos de trabalho (-184 postos).